Cidade do RJ permite sepultamento de pets em jazigos de tutores
Em 24 de julho, Macaé (RJ) realizou o primeiro sepultamento de um pet no jazigo de sua tutora; medida vale para cães e gatos

Macaé, cidade do interior do Rio de Janeiro, passou a permitir o sepultamento de animais de estimação nos jazigos das famílias de seus tutores. A prática foi autorizada pela prefeitura após a publicação de uma lei municipal, em maio deste ano. Em 24 de julho, foi realizado o primeiro sepultamento de um pet sob as novas regras.
Em nota à imprensa, o secretário municipal de Cemitérios Elias Jorge “Paulista” explicou que a medida permite apenas o sepultamento de cães e gatos, considerados animais de estimação, em jazigos pertencentes à família ou a parentes dos tutores, em cemitérios públicos e privados de Macaé.
“Por enquanto, autorizamos apenas esses animais. Pode ser de pequeno, médio ou grande porte — desde que a família tenha um jazigo ou uma gaveta própria.”
De acordo com o secretário, não há cobrança de taxas diferenciadas para o sepultamento dos animais. Além disso, os tutores precisam arcar com a aquisição de caixa ou urna funerária para acomodar o corpo do pet.
Também é importante seguir as normas sanitárias estabelecidas. Para isso, a família precisa apresentar um laudo, assinado por um médico-veterinário registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), que comprove que o animal não morreu em decorrência de uma doença infecciosa.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Não há burocracia, mas isso é importante para evitar contaminação e preservar a saúde de todos”, enfatizou Paulista.
Primeiro sepultamento ocorreu em julho
O primeiro sepultamento de pets em jazigos de tutores aconteceu em julho deste ano. Maria Regina Bocampagni Izidoro, de 64 anos, foi enterrada junto com seu cachorro, o poodle Tiesto, de 20 anos, no Cemitério Memorial Mirante da Igualdade, no bairro Virgem Santa.
“Era um desejo da minha mãe. Ela viveu para ele e ele viveu por ela. Os dois devem estar felizes agora. Eles eram o amor da vida um do outro”, contou Liliane Bocampagni, filha de Maria Regina.
Para o secretário Paulista, a iniciativa ajuda a confortar tutores que fazem dos pets verdadeiros membros da família.































