É o bicho!

Casal economiza R$ 7 mil viajando e cuidando de animais pelo mundo

O casal decidiu viajar o mundo e cuidar de animais de estimação para arcar com despesas financeiras. Façanha já rendeu economia de R$ 7 mil

atualizado

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Hannah Cleaver/Arquivo
Hannah e animais de estimação
1 de 1 Hannah e animais de estimação - Foto: Hannah Cleaver/Arquivo

Pagar os boletos nunca foi tão prazeroso para Hannah Cleaver, de 25 anos, e seu marido, Jack. Em busca de uma forma divertida de custear a vida adulta, o casal galês uniu o útil ao agradável: viajar pelo mundo cuidando de animais de estimação. A experiência única rendeu uma economia de aproximadamente mil libras, o equivalente a R$ 7 mil.

A rotina como “babás de pets” levou os dois a países como Austrália, Japão, Tailândia e Estados Unidos. Pelo caminho, colecionaram histórias curiosas, como um husky que “cantava” para o dono e até um imprevisto no Havaí, onde ficaram presos por duas semanas após Hannah marcar, sem querer, a opção “criminosa” em um formulário.

Foto colorida de casal galês segurando bandeira
O jovem casal conheceu diversos países

Como tudo começou

A ideia surgiu depois que o casal terminou os estudos na Universidade do Sul do País de Gales e começou a procurar moradia em Cardiff. Mesmo empregados, eles enfrentavam dificuldades para arcar com os altos custos de aluguel. “Os lugares que vimos custavam 900 libras (R$ 6.100) por mês, sem as contas”, contou Hannah.

Foi então que encontraram, no TikTok, um vídeo sobre esse tipo de trabalho. Apesar da desconfiança inicial, decidiram testar a experiência em Cardiff e Swansea durante o verão, período em que Jack já trabalhava remotamente com marketing. A esperança veio depois do primeiro trabalho fechado por três meses.

Foto coloria de casal jovem em formatura
Eles se formaram na Universidade do Sul do País de Gales

Trabalho internacional

Com o dinheiro economizado, os dois passaram a expandir a experiência para o exterior. As primeiras viagens incluíram países da Ásia, América do Norte e a Austrália. Em cada destino, além de cuidar dos animais, também precisavam aprender costumes locais relacionados aos pets.

“O dono nos ensinou frases básicas em japônes para passear com o cachorro. A gente se comunicava por gestos na maior parte do tempo, mas as pessoas eram muito simpáticas”, lembrou Jack. No país, por exemplo, é comum carregar água durante os passeios para limpar o local onde o animal faz as necessidades.

Por ser considerado um trabalho voluntário, o casal afirmou que, na maioria dos países, não precisou pagar taxas extras de visto. “Aluguel grátis, nenhuma conta a pagar e ainda podemos cuidar dos animais de estimação deles. Para nós isso foi um arranjo muito bom”, comentaram sobre os benefícios.

Foto colorida de cachorro sendo segurado por coleira
Este foi um dos cães que a dupla cuidou

Muito além da economia

Apesar da economia financeira, Hannah e Jack relataram que a maior recompensa foi a troca cultural e afetiva proporcionada pelas viagens. “Você realmente vê a cultura local quando está passeando com o cachorro de outra pessoa todos os dias. Estamos fazendo coisas novas e isso desperta um lado mais aventureiro em nós.”

Depois de um período viajando, Hannah retornou ao País de Gales para cursar um mestrado em cinema. Com acomodação gratuita, o casal destacou que ficou mais fácil lidar com as despesas do dia a dia. Além disso, eles já possuem reservas confirmadas para cuidar de animais pelos próximos meses.

“Acho que os estudantes estão passando por dificuldades financeiras no momento, então, oferecer um lugar para ficar facilita um pouco as coisas. Fico mais do que feliz em fazer parte disso”, comentou Robert Alexander, tutor da gata Oreo, que já hospedou o casal diversas vezes em Cardiff.
Foto colorida de gata preta ao lado de presente
Jovens presentearam a gata Oreo em seu aniversário de 15 anos

Mesmo satisfeitos com o estilo de vida, os dois reconhecem que a falta de estabilidade pode ser um desafio no futuro. “Nem sempre sabemos onde estaremos mês que vem”, disse a universitária.

Ainda assim, o plano é continuar cuidando de pets até conseguirem economizar o suficiente para dar entrada em uma casa após o fim do mestrado. Até lá, seguem aproveitando as viagens — e as amizades construídas pelo caminho. “É adorável, os animais nos reconhecem”, concluiu Jack.

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