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Cão Orelha: relembre 5 casos de maus-tratos que chocaram o país

Nas últimas semanas, o caso de agressão do cão Orelha revoltou o país. Relembre outros crimes de maus-tratos que marcaram a história

atualizado

metropoles.com

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Nathan Brga/Arquivo
cão sansão, vítima de maus-tratos
1 de 1 cão sansão, vítima de maus-tratos - Foto: Nathan Brga/Arquivo

Com a repercussão do caso de agressão e morte do cão Orelha, em Florianópolis (SC), todo o país entrou em uma onda de mobilização em prol de justiça. Além da movimentação nas redes, diversas cidades têm organizado manifestações para chamar atenção das autoridades. No entanto, não é a primeira vez que um crime contra um animal gera forte comoção nos brasileiros.

Esse tipo de acontecimento, devido ao nível de crueldade, causa revolta popular e leva as pessoas a pedirem por reforço das leis de proteção. Por conta disso, os poderes são pressionados e cobrados a darem uma resposta para o povo.

O Metrópoles relembra cinco crimes de maus-tratos contra animais que marcaram a história do país e alteraram as leis. 

Confira:

Yorkshire (2012)

Na cidade de Formosa (GO), uma mulher gravou um vídeo em que torturava e matava a própria cadela da raça yorkshire.

As imagens brutais viralizaram nas redes e expuseram o quanto, naquele período, as punições eram ainda mais brandas — a acusada, em questão, foi condenada apenas a prestar serviços comunitários e pagar uma multa de R$ 2,8 mil.

Yorkshire agredida por tutora
As imagens viralizaram nas redes

Beagles do Instituto Royal (2013)

Naquele ano, 178 cães da raça beagle foram resgatados de um centro de pesquisas científicas, o Instituto Royal, que ficava em São Roque (SP). Ativistas invadiram a organização e acenderam o debate sobre o uso de animais em testes laboratoriais. Os cachorros foram doados após o resgate.

beagles do instituto royal
Ativistas resgataram os caninos

Inicialmente, a repercussão do caso fez com que fossem criadas leis que proibiram os testes em determinados estados.

Depois, no âmbito federal, outras normas foram instituídas para certos fins. Atualmente, conforme a Lei n° 15.183 de julho de 2025, o país proíbe os testes em animais para cosméticos, perfumes e produtos de higiene.

Manchinha (2018)

Em 2018, o Brasil conheceu o triste caso de Manchinha. Em um supermercado da rede Carrefour, localizado em Osasco (SP), um segurança agrediu e envenenou o cão que era cuidado pelos funcionários da unidade. As imagens da violência circularam nas redes sociais e levaram a população para as ruas a pedido de justiça.

No ano seguinte, 2019, o ocorrido foi usado como apoio para a proposição de penas mais rigorosas ao crime de maus-tratos. O Congresso acabou aprovando o PL 1.095/2019, que sugeriu o aumento de reclusão e multa máxima de mil salários mínimos. Em 2020, o projeto foi sancionado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e depois convertido em lei.

cachorro manchinha
O animal foi assassinado no estacionamento do supermercado

O Carrefour fez um acordo com o Ministério Público e pagou R$ 1 milhão para um fundo do Município de Osasco, que destinou o valor para castração de cães e gatos, compra de medicamentos para o hospital veterinário e o canil municipal, além de mantimentos para ONGs e associações locais.

Elefanta Ramba (2019)

Depois de passar anos sofrendo violências em circos do Chile, a elefanta Ramba foi resgatada e levada para o Santuário de Elefantes Brasil (MT). O caso da mamífera estimulou o debate sobre as crueldades cometidas contra animais de espetáculo para o entretenimento humano. Apesar de não existir uma lei federal, alguns decretos tratam acerca do tema.

caso da Elefanta Ramba
Ramba morreu dois meses depois de chegar no Santuário

Alguns estados, como Rio de Janeiro e São Paulo, proibiram a utilização de animais em apresentações circenses. Projetos como o PL 174/23 visam banir o uso em todo o território nacional e outros, de forma contrária, buscam regulamentar o uso com foco no bem-estar.

Cachorro Sansão (2020)

Em Confins (MG), Sansão, um cão da raça pitbull, sofreu uma violência brutal após pular o muro de casa e entrar em confronto com o cachorro dos suspeitos. Aos dois anos de idade, o animal teve as duas patas traseiras decepadas com um facão como vingança pelo ocorrido. Devido complicações de saúde, Sansão morreu quatro anos depois.

cachorro sansao
Sansão morreu em 2024

A crueldade do caso gerou revolta no país e mobilizou a população e o Legislativo, além de ter sido o estopim para que a Lei 14.064/20 fosse sancionada. Levando o nome do cão, o decreto aumentou a pena para quem maltratar cães e gatos — reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição de guarda.

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