Mirelle Pinheiro

Cão Orelha: mil horas de imagens levaram a polícia aos suspeitos

Foram analisadas mais de 72 horas de imagens de um total de 14 câmeras de monitoramento, públicas e privadas

atualizado

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CÃO ORELHA
1 de 1 CÃO ORELHA - Foto: Reprodução/Redes sociais

Para chegar aos suspeitos de agredirem brutalmente o cão Orelha, em Florianópolis (SC), a Delegacia de Proteção Animal da Capital (DPA) ouviu mais de 20 pessoas e analisou mais de 72 horas de imagens de um total de 14 câmeras de monitoramento.  A informação foi destacada pela delegada Mardjoli  Valcareggi, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (27/1).

As câmeras de monitoramento analisadas são públicas ou privadas. Todas contribuíram para a investigação relacionada ao caso do cão, que ganhou comoção nacional. A apuração policial levou os investigadores a quatro adolescentes.

A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) apura, ainda, se os menores também foram os responsáveis por ferir um Caramelo, ao tentarem matar o animal afogado no mar.

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Orelha morreu após ser espancado
Cão Orelha foi espancado por quatro adolescentes
Orelha morava em Praia Brava
Orelha foi agredido por adolescentes
Cão Orelha recebe homenagem nas redes sociais
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Cão Orelha recebe homenagem nas redes sociais

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Orelha morreu após ser espancado
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Orelha morreu após ser espancado

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Cão Orelha foi espancado por quatro adolescentes
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Cão Orelha foi espancado por quatro adolescentes

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Orelha morava em Praia Brava
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Orelha morava em Praia Brava

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Orelha foi agredido por adolescentes
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Orelha foi agredido por adolescentes

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O caso

O crime ocorreu no início de janeiro deste ano, quando a Polícia Civil tomou conhecimento sobre agressões praticadas contra o cão comunitário, na Praia Brava, em Florianópolis. Devido à gravidade dos ferimentos, o animal veio a óbito durante o atendimento médico-veterinário.

Diante disso, a Polícia Civil instaurou procedimentos policiais para apurar os fatos que envolvem o caso, assim como investigar demais ilícitos, que há suspeitas que também tenham sido praticadas pelo mesmo grupo.

Dessa forma, foi instaurado auto de apuração de ato infracional, por parte da Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei da Capital (Deacle), após ter sido constatado no bojo da investigação a suspeita de envolvimento de adolescentes. 

Já o inquérito policial, instaurado para apurar a coação realizada por familiares dos adolescentes investigados a testemunhas, foi conduzido pela DPA.

Ontem (26/1), a DPA e a Deacle cumpriram mandados de busca e apreensão a residências, tanto dos adolescentes suspeitos dos maus-tratos a animais e outros atos ilícitos na Praia Brava quanto dos adultos que teriam coagido testemunhas.

Foram apreendidos celulares e eletrônicos dos adolescentes, cujas análises corroboraram com os elementos probatórios já colhidos pela Polícia Civil.

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