Além da saúde mental, ansiedade de separação impacta a imunidade do pet
Mais que afetar a saúde mental, a ansiedade de separação impacta a imunidade do pet, alerta veterinária; entenda

A ansiedade de separação é um distúrbio de pânico extremo que afeta os pets ao ficarem sozinhos. O veterinário Adalberto Von Ancken explica que essa condição acontece por conta do hiperapego ou da falta de treinamentos, impactando diretamente a imunidade e o intestino do animal. O problema também pode ser desencadeado por mudanças repentinas na rotina da casa ou por traumas de abandono. Para evitar esse sofrimento, a solução é realizar treinos diários de independência.
Entenda
- Xixi fora do lugar e móveis rasgados em casa são exemplos de tentativas do pet de aliviar o pânico, e nunca um ato de vingança.
- Fazer despedidas dramáticas ao sair ou festa exagerada ao voltar piora o estresse. Aja com naturalidade.
- Acostume o pet a ficar sozinho em outros cômodos e simule saídas mexendo nas chaves sem sair de casa.
- Deixar a TV ligada e usar brinquedos recheados com comida congelada são outras maneiras de distrair e acalmar o bicho.
- Se o animal tentar fugir, se automutilar ou não comer, um veterinário precisará receitar remédios para controlar a ansiedade junto com os treinos.
Quando o tutor sai de casa, o corpo do animal com ansiedade libera uma descarga de hormônios, como o cortisol e a adrenalina, deixando o pet fisicamente vulnerável a infecções de pele e desencadeando, até mesmo, quadros crônicos de gastrite, vômitos e diarreias.
O distúrbio atinge tanto os cães quanto os gatos, derrubando o mito de que os felinos não se importam com a ausência da família. O que muda é a forma como cada espécie demonstra os sinais.

Os efeitos e sintomas da ansiedade na rotina
Um animal em pânico manifesta os sinais de desespero logo nos primeiros minutos de solidão. Os cães costumam latir ininterruptamente, salivar até molhar o chão e arranhar portas na tentativa de fugir. Já os gatos urinam na cama do tutor para buscar o cheiro da pessoa de apego, miam constantemente e se lambem de forma tão exagerada que perdem os pelos.
Entre no canal de WhatsApp do Vida e EstiloRasgar sofás ou fazer xixi no tapete da sala nem sempre significa malcriação, pois o pet usa essas atitudes para aliviar a própria tensão. “A destruição de objetos e a eliminação inadequada são mecanismos de extravasamento do pânico e uma tentativa de se autorregularem”, afirma Von Ancken.

O que fazer para prevenir a ansiedade em casa
A prevenção precisa começar cedo, ainda nos primeiros dias do filhote. O segredo é o treino gradual, deixando o pet sozinho em outro cômodo por curtos períodos. Outra dica superimportante é fingir que vai sair: pegue as chaves e a bolsa, mas permaneça em casa. Assim, ele vai entender aos poucos que esses barulhos não significam que ficará sozinho.
Ao sair de casa, deixar a TV ligada em volume baixo ajuda a disfarçar os ruídos externos da rua. Além disso, oferecer brinquedos recheados com alimentos de alto valor e congelados estimula o animal a roer e lamber, atividades que liberam endorfina e promovem a calma.

Os erros comuns e o tratamento da ansiedade
Fazer despedidas dramáticas ou festas exageradas no retorno apenas reforça na cabeça do animal que ficar sozinho é um evento assustador. Dar bronca ao encontrar sujeira pela casa é outro erro grave, pois o pet passará a ter medo da chegada da família e o nível de estresse aumentará.
Se o bicho se machuca tentando fugir, recusa água e comida ou não melhora com os treinos caseiros, é o momento exato de procurar um veterinário especialista em comportamento.
“Em muitos casos, o uso temporário de ansiolíticos prescritos é fundamental para rebaixar o limiar de estresse e permitir que o animal consiga aprender com o treino comportamental”, conclui o professor da Universidade Cruzeiro do Sul.





