É o bicho!

A cada 10 pets, 8 têm medo de fogos: veterinário dá dicas de prevenção

A pesquisa fala sobre o impacto dos fogos de artifício nos pets sob a perspectiva de profissionais e tutores. Veja o que dizem os números

atualizado

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Sonja Rachbauer/Getty Images
Cachorro de fone e
1 de 1 Cachorro de fone e - Foto: Sonja Rachbauer/Getty Images

A época de fim de ano, especialmente o Ano-Novo, traz uma sensação de alegria, renovação e esperança. Entre as tradições da celebração, estão os fogos de artifício, que proporcionam um espetáculo visual para quem assiste. Porém, esse costume não é motivo de festa para todos os humanos e, para a maioria dos pets, representa medo e trauma.

Como parte de uma campanha denominada “Chega de Fogos”, uma pesquisa — realizada com o público geral e veterinários — revelou que oito em cada dez animais têm medo dos rojões, o que representa cerca de 84%. Outro número chama atenção para as consequências: 66% dos entrevistados disseram que seus bichinhos já fugiram ou conhecem algum que fugiu devido aos ruídos.

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As estatísticas também falam sobre os especialistas. Dos veterinários, 54% revelaram que atendem muitos animais com problemas de saúde ou comportamento associados aos fogos. Além disso, 24% dos profissionais afirmaram atender essas situações não só neste período, mas algumas vezes ao longo do ano.

fogos de artifício
Não são só os cães e gatos que são afetados, outros animais, pessoas neurodivergentes, idosos e crianças também sofrem com o barulho

Outros números

A pesquisa, realizada pela PetLove, indicou diversos dados alarmantes que demonstram o perigo que os rojões representam para cães e gatos. É importante lembrar que o alerta não serve somente para a saúde dos animais, mas também de humanos — como idosos, crianças, neurodivergentes e pacientes hospitalizados.

Confira outras informações, segundo os profissionais entrevistados:

  • 91% dos pets manifestaram ansiedade e medo extremo;
  • 72% apresentaram taquicardia e sinais de estresse fisiológico;
  • 65% se perderam, fugiram ou sofreram atropelamentos;
  • 48% tiveram comportamento destrutivo, como danificar objetos ou automutilação;
  • 44% tiveram lesões por traumas, como fraturas e contusões, provocados pela agitação;
  • 40% demonstraram sinais gastrointestinais por estresse, como vômito e diarréia;
  • 64% dos profissionais já observaram casos em que o pavor evoluiu para um transtorno de comportamento crônico para além dos momentos de estouro.
gato estressado escondido em cesto
Como defesa, os bichanos e caninos podem se esconder

Entre os tutores, os números se assemelham. A maioria mencionou que os animais costumam se esconder, tremer, ficar desorientados, buscar colo, chorar, latir e tentar fugir. Como tratamento, quase 90% dos veterinários prescrevem ansiolíticos, sedativos, suplementos ou tratamentos especializados para o medo de fogos. Para mais da metade, isso ocorre ocasionalmente.

“Se o pet tem medo ou pânico, é ainda mais importante consultar um profissional que possa checar a necessidade de medicamentos e apontar ações que gerem bem-estar”, afirma Pedro Risolia, médico-veterinário.

Prevenção é ato de amor

Pedro, o veterinário da PetLove, recomenda algumas medidas de prevenção. Segundo ele, oferecer elementos de conforto, como petiscos ou brinquedos, preparar um espaço, fechar portas e janelas, para amenizar os ruídos e evitar fugas, são as principais ações. Colocar uma música mais alta também ajuda a mascarar o som.

Em situações mais sérias, os tutores precisam manter a calma para conseguirem cuidar do animal. “É comum o pavor e ele não deve ser contido, de maneira alguma, com agressões físicas ou gritos, que só pioram a situação. É essencial que o animal não fique sozinho e seja acolhido, de forma a não provocar acidentes”, alerta.

tutora acalmando cão
Em momentos de medo, os animais precisam de acolhimento

Para quem for viajar ou passar a virada fora de casa, a recomendação é deixar o amigo de quatro patas com um responsável de confiança. Se não puder contar com amigos e familiares, cuidadores especializados também são uma opção.

Proibir ou não? O que diz a população

Ainda de acordo com a pesquisa, apenas 39% do público participante considera que a queima de fogos de artifício deve ser proibida. A outra parte dos entrevistados afirma que devem ser permitidos apenas os silenciosos. Outros dados são:

  • 70% dizem que só deveriam ocorrer fogos sem barulho nas praias;
  • 27,6% são totalmente contra a soltura neste espaço, característico em celebrações;
  • 75% já deixaram de levar o pet neste tipo de ambiente por conta da poluição sonora.

Entre os profissionais de medicina veterinária — que frequentemente lidam com o sofrimento dos pets — 29% afirmam que a legislação deveria ser mais restritiva e 59% são totalmente contra, pois acreditam que os rojões com barulho deveriam ser proibidos.

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