É o bicho!

Fogos de artifício: pets podem sofrer com traumas e perda auditiva

Muitos tutores sabem que os fogos de artifício são um problema para os pets. A situação pode ficar mais grave com traumas e perda auditiva

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Vanessa Van Ryzin, Mindful Motion Photography/Getty Images
cachorro com medo
1 de 1 cachorro com medo - Foto: Vanessa Van Ryzin, Mindful Motion Photography/Getty Images

Todos os anos, no período de dezembro a janeiro, a maioria dos tutores ficam em completo estado de alerta e preocupação. Muitos pets sofrem com os fogos de artifícios — bastante comuns na época. Os ruídos intensos causam estresse e impactos físicos, neurológicos, auditivos e comportamentais.

O que muita gente não sabe é que esse cenário não é um problema apenas quando está acontecendo. Na verdade, as consequências também podem ser a longo prazo. Pensando nisso, os responsáveis devem tomar medidas para evitar danos na saúde física e mental do bichinho.

Clique aqui para seguir o canal do Metrópoles Vida&Estilo no WhatsApp

O que acontece no organismo

A veterinária Flávia Jávare explica que, ao ouvir os fogos, o organismo interpreta o estímulo como uma ameaça, ativando o sistema nervoso simpático e o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. Essa reação desencadeia a liberação de adrenalina, noradrenalina e cortisol, hormônios responsáveis pela resposta de “luta ou fuga”.

fogos de artifício
Não são só os cães e gatos que são afetados. Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), idosos e crianças também sofrem com o barulho

Ela ainda acrescenta que é por conta disso que os animais apresentam agitação intensa, tentativas de fuga, vocalizações excessivas, busca por esconderijo, agressividade e até automutilação. Além disso, tremores, saliva em excesso, pupilas dilatadas, taquicardia, respiração ofegante e eliminação involuntária de fezes e urina são outros sinais.

“Essas manifestações demonstram um alto grau de sofrimento físico e emocional”, afirma a médica-veterinária do Hospital Veterinário do Centro Universitário Max Planck (UniMAX).

A longo prazo

Mesmo fora da época de fogos, o cuidado deve continuar, já que a exposição frequente causa danos auditivos sérios. Os ruídos podem passar de 150 decibéis, o que é considerado perigosos para os ouvidos. Flávia ainda acrescenta que sons intensos também danificam as células ciliadas da cóclea, o que leva a perda auditiva temporária ou permanente, zumbidos e hipersensibilidade.

gato com medo
Em casos mais graves, o animal deve ser levado a um veterinário

Outra consequência é o estresse acústico crônico. Cães e gatos com outras doenças, como cardiopatias, estão ainda mais vulneráveis, já que podem ter arritmias e descompensações. Os epilépticos também sofrem com crises desencadeadas pelo barulho e outras condições, como ansiedade e hipertensão.

Acerca do comportamento, os fogos podem deixar traumas de longa duração. A especialista comenta que pets sofrem — assim como os humanos — com fobias sonoras, ansiedade, síndrome do pânico e sensibilidade a estímulos auditivos. Essas sequelas são equivalentes ao transtorno de estresse pós-traumático em humanos.

Se você é “pai” de pet, vale reforçar a proteção do bichinho. E se não é, fica sempre o conselho: deixe os fogos de lado e celebre de outras formas. Os “aumigos” e bichanos agradecem.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?