
É o bicho!Colunas

Home office com pets: saiba como equilibrar rotina, afeto e limites
Veterinária explica como o home office afeta o comportamento dos pets e dá dicas para evitar estresse, dependência e interrupções
atualizado
Compartilhar notícia

Com o avanço do home office, a casa virou também o escritório. Para muitos tutores, o espaço de trabalho agora é compartilhado com o pet. A convivência mais próxima trouxe benefícios, mas também exigiu ajustes na rotina.
Segundo a veterinária Simone Freitas, o home office pode impactar os pets de formas diferentes. “Toda mudança de rotina pode gerar ansiedade e desconforto. Por outro lado, pode aumentar o vínculo entre o tutor e o pet.”
Clique aqui para seguir o canal do Metrópoles Vida&Estilo no WhatsApp
Com mais tempo juntos, o animal tende a se acostumar com a presença constante do tutor, o que pode ser positivo para o bem-estar emocional. Porém, se não houver equilíbrio, há riscos. “Esse aumento do vínculo pode gerar dependência emocional e ser a causa base do transtorno de ansiedade de separação”, alerta a especialista.
Sinais de estresse durante o expediente
Embora pareça que os pets se adaptam com facilidade à rotina do tutor em casa, é comum que alguns apresentem sinais de estresse. Simone explica que é importante ficar atento às mudanças sutis de comportamento.
“Alterações como latidos, miados, lambedura excessiva, coceira, xixi fora do local habitual e até mesmo gestos mais sutis, como lamber os lábios frequentemente, redução do apetite e alterações de sono, são indicadores de estresse”, afirma.
Esses sinais podem surgir por tédio, excesso de estímulo ou pela dificuldade do animal em entender quando o tutor está disponível ou não. “Manter a rotina é fundamental. Os pets gostam e desejam ter momentos de lazer com seus tutores”, orienta. A veterinária também relata que eles se alimentam melhor na presença de seus responsáveis.

Simone reforça que, mesmo trabalhando em casa, é importante reservar momentos do dia para pausas, brincadeiras e passeios. As saídas são importantes para a saúde física e mental tanto do pet, quanto do tutor.
Não deixe faltar estímulos
Ficar muito tempo dentro de casa pode causar impactos diretos na saúde dos animais. “A ociosidade pode levar ao sobrepeso, obesidade e outras comorbidades. Pets necessitam de estímulos e nós também. Essa relação tem tudo para dar certo na saúde física e mental de ambos”, comenta Simone.
A recomendação é oferecer atividades que mantenham o animal entretido durante o expediente, para evitar interrupções e comportamentos destrutivos. “Há uma diversidade de opções para enriquecer o ambiente. Os gatos amam esconderijos, arranhadores e brinquedos que simulam caça. Os cães se divertem com bolinhas que liberam petiscos.” Brinquedos para roer também são excelentes, além de caminhas confortáveis para descansar.
Segundo a especialista, o segredo está na constância. “Se o tutor criar uma rotina com horário para interagir com seu pet, ele com certeza só interromperá em situações pontuais.”
E quando chega a hora de voltar ao presencial?

Com o retorno gradual ao trabalho presencial, muitos tutores têm enfrentado o desafio de adaptar novamente a rotina dos pets. Simone ressalta que esse processo deve ser feito de forma cuidadosa e gradual.
“A preparação para introdução de uma nova rotina exige cautela e paciência. Em alguns casos, a ansiedade de separação surge em ambos: tutor e pet.”
Ela emenda que preparar o pet para esse momento exige pequenas mudanças de comportamento por parte do tutor. “O ideal é simular saídas sem o pet, evitar despedidas e chegadas calorosas. Após retornar, cumprimente e depois se dedique aos cuidados com o animal por pelo menos 30 minutos”, orienta.
Esses hábitos ajudam o animal a entender que as ausências fazem parte da rotina, o que reduz o estresse. “Se for um cão que tem hábito de passear, faça após cessar a euforia da chegada e recompense seu pet. O reforço positivo é essencial para que ele entenda as regras da casa”, conclui a veterinária.








