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Dinheiro e Negócios

Reag engoliu concorrentes e desequilibrou o mercado antes da liquidação

Além do crescimento meteórico, gestora chamava a atenção na Faria Lima por altos salários e festas de arromba

18/01/2026 15:41, atualizado 18/01/2026 16:39
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Divulgação
Reag engoliu concorrentes e desequilibrou o mercado antes da liquidação

Se o crescimento meteórico da Reag não chamava a atenção, havia outros motivos para a gestora de fundos não passar despercebida. Antes de ser liquidada, a Reag desequilibrou o mercado com investidas agressivas. Com altos salários, tirou muitos executivos de outras gestoras e comprou diversas concorrentes.

Além disso, promovia grandes festas comemorativas (confira vídeo abaixo) e deu nome ao Cine Belas Artes, um marco cultural e histórico de São Paulo na região da Faria Lima.

Em 2024, quando ainda não tinha sido alvo de investigações policiais, a comemoração de fim de ano da Reag contou com show da banda Paralamas do Sucesso. Logo depois, em janeiro de 2025, a Reag ingressou na bolsa. Funcionários e sócios lotaram a B3 em uma comemoração acima do tom quase sempre sóbrio do espaço.

Como mostrou a coluna, em apenas cinco anos, de 2020 até 2025, o patrimônio sob a gestão da Reag se multiplicou por quase 14 vezes: foi de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões. Ao longo do tempo, comprou empresas concorrentes como as gestoras Quasar, Empírica, Hieron e Berkana. Com altos salários, a Reag conseguiu atrair executivos respeitados no mercado financeiro.

A Reag também chegou a dar nome a um dos mais icônicos cinemas de rua de São Paulo, o Belas Artes, na região da Avenida Paulista. O contrato de naming rights com o cinema foi encerrado em dezembro de 2024, de forma antecipada, após a gestora se tornar alvo de investigações.

A Reag foi alvo pela primeira vez da PF na megaoperação que mirou o uso pelo PCC de instituições financeiras para lavar e ocultar recursos ilícitos.