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A inusitada “história de sucesso” da Reag, fundada por um dos novos alvos da PF no caso Master
Gestora teve um crescimento meteórico, multiplicando o patrimônio sob sua gestão por quase 14 vezes em apenas cinco anos
atualizado
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Até o início das operações da Polícia Federal (PF) envolvendo o PCC e a Faria Lima, a Reag Investimentos era considerada o empreendimento de maior sucesso instalado no maior centro financeiro do país. E não sem motivo. Em apenas cinco anos, de 2020 até 2025, o patrimônio sob a gestão da Reag se multiplicou por quase 14 vezes: foi de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões.
Tanto sucesso sempre causou desconfianças, mas isso nunca poupou o mercado de louvar o fundador da instituição, João Carlos Mansur. Ele é um dos novos alvos da Operação Compliance Zero, que também atingiu outros grandes nomes da Faria Lima: o empresário Nelson Tanure e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Teria sido, inclusive, o emaranhado de fundos com rendimentos atípicos que jogou Tanure para dentro da investigação, aberta para apurar uma suposta fraude de R$ 12 bilhões identificada pelo Banco Central na operação de venda do banco Master para o BRB.
A Reag foi alvo pela primeira vez da PF na megaoperação que mirou o uso pelo PCC de instituições financeiras para lavar e ocultar recursos ilícitos. Após o primeiro avanço dos investigadores sobre a gestora, Mansur deixou a empresa que criou.
