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Pirâmide financeira? AJX Capital é investigada após não pagar investidores
Empresa capta dinheiro de investidores por meio da emissão de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs). Justiça vê “fortes indícios” de pirâmide
atualizado
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Decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo apontou “fortes indícios” de pirâmide financeira nas práticas adotadas pela AJX Capital. A empresa é alvo de centenas de processos judiciais movidos por investidores, que afirmam terem sido enganados pela AJX.
Inquérito da Polícia Civil de SP investiga crime contra a economia popular e exercício irregular de atividade no mercado de capitais pela Polícia Civil de SP.
Como o esquema funcionava
- De acordo com as vítimas, a AJX capta dinheiro por meio da emissão de Cédulas de Crédito Bancário (CCBS) lastreadas em ações do Banco de Santa Catarina, conhecidas como cártulas do Besc.
- Os papéis do antigo banco, que foi incorporado pelo Banco do Brasil em 2008, possuem valor comercial quase nulo e baixa liquidez.
- A cártulas do Besc foram, inclusive, utilizadas em fraudes promovidas pelo Banco Master.
Na Justiça, os investidores pedem, entre outras coisas, o bloqueio de bens da empresa, que se identifica como uma fintech. A medida, no entanto, ainda não foi acolhida.
