Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Dinheiro e Negócios

Justiça mantém prisão de Daniel Vorcaro após audiência de custódia

Fundador e controlador do Banco Master foi detido no Aeroporto de Guarulhos, onde embarcaria para Dubai. Defesa prepara habeas corpus

18/11/2025 19:47, atualizado 20/11/2025 09:52
Compartilhar notícia
Reprodução
Foto colorida de tronco de homem pardo e com barba. Ele usa uma blusa branca e um blazer cinza - Metrópoles

A Justiça Federal de São Paulo manteve o banqueiro Daniel Vorcaro preso, após manutenção da prisão em audiência de custódia.

O fundador e controlador do Banco Master foi detido no âmbito da Operação Compliance Zero, que tem como alvo um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional, entre elas o Banco de Brasília (BRB).

A defesa de Vorcaro afirmou que vai entrar com um pedido de habeas corpus, já que no mesmo dia da prisão, ele e o Banco Master “colocaram-se, como já haviam feito antes, à disposição para cooperar com as autoridades, prover informações e participar de audiências”.

Esquema investigado

A ação, deflagrada nesta terça-feira (18/11) pela Polícia Federal, visava desmontar um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições do Sistema Financeiro Nacional. De acordo com o processo, o Master teria adquirido carteiras de crédito sem realizar qualquer pagamento e, em seguida, revendeu ao BRB com pagamento de R$ 12 bilhões, divididos em dois meses.

Justiça mantém prisão de Daniel Vorcaro após audiência de custódia - destaque galeria
5 imagens
Ao todo, os policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão em cinco unidades da Federação
A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor
Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais
A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados após Operação Compliance
A Operação Compliance Zero tem como alvo um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional,  entre elas o Banco de Brasília (BRB), onde policiais fazem buscas
1 de 5

A Operação Compliance Zero tem como alvo um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional, entre elas o Banco de Brasília (BRB), onde policiais fazem buscas

Michael Melo/Metrópoles
Ao todo, os policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão em cinco unidades da Federação
2 de 5

Ao todo, os policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão em cinco unidades da Federação

Michael Melo/Metrópoles
A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor
3 de 5

A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor

Divulgação/PF
Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais
4 de 5

Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais

Divulgação/PF
A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados após Operação Compliance
5 de 5

A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados após Operação Compliance

Divulgação/PF

Segundo o juiz que autorizou a operação, “há indícios contundentes de um suposto esquema articulado para fraudar o sistema financeiro, iludir órgãos de controle, prejudicar investidores e obter vantagens indevidas”. “Trata-se de um conjunto de ações coordenadas, voltadas à ocultação de informações, falsidade documental, manipulação de dados contábeis e à realização de operações deliberadamente estruturadas para encobrir ilícitos”, citou.

Além das instituições financeiras, foram alvo da determinação os investigados abaixo. O juiz Ricardo Augusto Soares Leite também autorizou o bloqueio de bens em nome dos filhos menores de idade de todos.

Daniel Vorcaro, dono do Master;

Augusto Lima, ex-sócio do Master;

Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia;

Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, um dos sócios do Master;

André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor da Tirreno e sócio da Cartos Fintech;

Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, presidente afastado do BRB;

Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor financeiro afastado do BRB;

Robério César Bonfim Mangueira;

Tirreno Consultoria, Promotoria de Crédito e Participações S.A;

Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A;

Associação dos Servidores Técnico-Administrativos e Afins do Estado da Bahia (Asteba); e

Associação dos Servidores da Saúde e Afins da Administração Direta do Estado da Bahia (Asseba).