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Investigação contra o Master começou após PF receber e-mail com denúncia anônima

Início da investigação foi descrito no documento que embasou a segunda fase da operação Compliance Zero

atualizado

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Rovena Rosa/Agência Brasil
Imagem da sede do Banco Master, liquidado pelo Banco Central (BC) - Metrópoles
1 de 1 Imagem da sede do Banco Master, liquidado pelo Banco Central (BC) - Metrópoles - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Tudo começou com uma mensagem anônima enviada para o e-mail institucional da Polícia Federal (PF). No arquivo intitulado de “Informações Banco Master”, os investigadores encontraram a ponta do novelo que ensejou a operação que tem abalado o mundo financeiro, a Compliance Zero.

A origem do inquérito que alcança grandes nomes da Faria Lima, como do banqueiro Daniel Vorcaro e do megainvestidor Nelson Tanure, foi descrita no documento que embasou a operação de busca e apreensão deflagrada na última quarta-feira (14/1).

O documento assinado pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), cita trecho de um pedido formulado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) que conta sobre o início da investigação.

“O Departamento de Polícia Federal recebeu uma denúncia anônima no seu e-mail institucional, que continha um arquivo em formato PDF intitulado ‘Informações Banco Máster’”, relata a PGR no documento.

A mensagem não passou despercebida e os investigadores deram início às primeiras apurações, que, de acordo com o registro, “corroboraram o conteúdo da notitia criminis e culminaram na abertura de inquérito policial, no qual foram procedidas novas diligências”.

Os fatos descritos no e-mail anônimo foram confirmados pelos agentes por meio “ de análise documental, cruzamento de dados e verificação de fontes externas”. Essa primeira análise, ainda de acordo com a PGR, “revelou elementos de prova que apontam para a existência de uma rede complexa e articulada de relações empresariais e financeiras, com indícios consistentes da prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, notadamente gestão fraudulenta, indução de investidor em erro, uso de informação privilegiada e manipulação de mercado, além de lavagem de dinheiro e constituição de organização criminosa”.

Além disso, também segundo a PGR, a “informação policial demonstrou o aproveitamento de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização, com o uso de fundos de investimento para circulação de ativos sem liquidez, artificialmente precificados, e reiteradas operações entre partes relacionadas — muitas delas sob controle direto ou indireto de indivíduos ligados por vínculos societários, familiares ou funcionais”.

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