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Dinheiro e Negócios

Compliance Zero: PF esteve na casa de diretora da Ambipar

Casa de Luciana Barca Nascimento estava na lista de endereços que foram alvos da segunda fase da operação

15/01/2026 17:30
Divulgação/Ambipar
Imagem de fachada de unidade da Ambipar - Metrópoles

Entre os 39 endereços que foram alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na última quarta-feira (15/1), está o de Luciana Barca Nascimento, diretora da Ambipar. A multinacional brasileira entrou em colapso e pediu recuperação judicial em outubro de 2025.

O nome de Luciana aparece em um dos episódios mais dramáticos da Ambipar: os contratos de swap firmados entre a empresa e o Deutsche Bank. A Ambipar afirma que cláusulas do acordo levaram a companhia ao desequilíbrio. O banco, por sua vez, afirma que os documentos foram revistos e assinados por diversos executivos da multinacional, entre eles, Luciana.

Como mostrou a coluna, a Ambipar é uma das empresas “compartilhadas” pelo banqueiro Daniel Vorcaro e pelo empresário Nelson Tanure, ambos também alvos da operação que apura suposta fraude financeira envolvendo papéis do Banco Master.

A suposta atuação em conjunto de Tanure e Vorcaro ensejou processo que tramita na Comissão de Valores Imobiliários (CVM). A equipe técnica da autarquia apontou que fundos ligados ao Master e a Tanure agiram em conluio com o fundador da Ambipar para inflar artificialmente o valor de mercado da companhia.

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A movimentação teria feito as ações da Ambipar subirem 800% em três meses, o que teria favorecido Tanure, que disputava o leilão da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae). As ações valorizadas da Ambipar foram usadas por Tanure como garantia no negócio com a estatal. Na verdade, pelo fundo Phoenix FIP, que tem Tanure como investidor de referência.

Tanure venceu, mas perdeu o controle da Emae após não honrar pagamentos. Por outro lado, ao longo do último ano, a Emae investiu cerca de R$ 160 milhões em CDBs do Letsbank, que é parte do conglomerado do Banco Master.