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BRB: relatório aponta possíveis responsáveis no caso Master, governadora manda afastar

Dirigentes do BRB teriam se envolvido nas negociações entre o Master e o BRB que deixaram rombo no caixa do banco controlado pelo GD

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Policiais federais deixam sede do Banco de Brasília BRB com apreensões no âmbito da operação Compliance Zero BRB e do Banco Master Metrópoles
1 de 1 Policiais federais deixam sede do Banco de Brasília BRB com apreensões no âmbito da operação Compliance Zero BRB e do Banco Master Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Após um relatório de auditoria da Kroll e da banca Machado Meyer Advogados apontar o nome de uma série de dirigentes do BRB que teriam envolvimento nas negociações com o Banco Master, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP) mandou afastar todos os citados.

“Todo mundo tem direito ao contraditório, mas essas pessoas não podem continuar em cargos de confiança em meio às investigações. Os afastamentos são necessários para dar transparência ao processo”, afirmou Celina ao Metrópoles.

A maioria dos dirigentes apontados pela consultoria teriam feito parte do grupo de trabalho que avaliou a compra do Master, vetada pelo Banco Central (BC) em setembro de 2025.

De acordo com o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, os índices de liquidez e capital do banco estão controlados. Nesta quarta-feira (1/4), foi publicado edital de convocação, para o dia 22 deste mês, de Assembleia Geral Extraordinária para tratar do aumento de capital do BRB.


Situação do BRB

  • A crise do Banco de Brasília (BRB) se agravou após a revelação de um rombo bilionário ligado a operações com ativos malsucedidos do Banco Master. Desde então, a instituição tem buscado alternativas emergenciais para recompor o patrimônio.
  • Entre as quais, a Lei Distrital nº 7.845/2026, que autoriza ao acionista controlador do BRB, o Governo do Distrito Federal, a tomar uma série de medidas para restabelecer as condições econômico-financeiras do banco.
  • Sancionada em 10 de março de 2026, a lei para capitalização autoriza o GDF a obter empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outras instituições e oferecer imóveis como garantia. Ao todo, nove imóveis foram listados – destes, a governadora Celina Leão anunciou a retirada da Gleba A, da Serrinha do Paranoá.

Na última quarta-feira (31/3), a instituição não conseguiu cumprir o prazo e não apresentou o balanço na data prevista. Segundo o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, a instituição aguarda resultado da auditoria forense que apontará o real prejuízo da compra de ativos do Banco Master.

O BRB corre para tentar obter empréstimo de R$ 4 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para divulgar balanço menos apocalíptico e com perspectiva de salvação do banco.

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