
Sem aviso prévio, Garotinho surge com novo candidato a vice
Candidato a governador do Rio de Janeiro pelo Republicanos trocou vice na chapa. Saiu uma policial, entrou um policial reformado

Candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (Republicanos) cumpre agendas a partir de desta segunda-feira (17) ao lado de um novo candidato a vice, André Monteiro, ainda que no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sua chapa esteja registrada tendo como vice a Major Elaine. Os dois são do Democrata, partido que até o ano passado se chamava Partido da Mulher Brasileira (PDM).
Em documento assinado na tarde de sábado (15), último dia para registro de candidaturas, Elaine, que é major da Polícia Militar do Rio, renunciou à candidatura afirmando que tomou a decisão por “motivos de foro íntimo” e que “nada tem a declarante a reclamar da agremiação nem da coligação, a quem agradece a confiança depositada”.
No mesmo dia foi assinada a renúncia de Luiz André de Moura Monteiro à sua candidatura ao Senado. Policial militar reformado, ele tentava concorrer com o nome de urna de “André Monteiro do Bope”, o que é proibido pela legislação eleitoral – nenhuma candidatura pode se valer da imagem de órgãos públicos, como é o caso do Bope.
Nas redes sociais, a substituição aconteceu na tarde de domingo (16), sem explicações, com um post de Garotinho informando o currículo de André Monteiro, seu candidato a vice: ex-sargento do Exército, segundo tenente da PM e bacharel em direito. Nesta segunda eles já cumprem agenda juntos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesMonteiro é declaradamente bolsonarista, a ponto de seu perfil no Instagram trazer o slogan “Deus, Família e Liberdade”, usado por Jair Bolsonaro (PL) na eleição passada. Sem ele, a chapa passa a ter duas candidaturas ao Senado, ambas do Republicanos, de Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio, e Waguinho Carneiro, ex-prefeito de Belfort Roxo.
A candidatura de Garotinho, porém, ainda corre sério risco. Na semana passada, a Justiça do Rio comunicou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que o ex-governador deve cumprir sentença por improbidade administrativa que teria transitado em julgado em 2025 – logo, ele estaria inelegível até 2023. Já os advogados dele afirmam que, juridicamente, a sentença transitou em julgado em 1º de agosto de 2018, estando apto a concorrer desde o início do mês.



