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Prefeitura negocia contrato para ter influenciadores em camarote
Prefeitura discutia contratação sem licitação e, após contato da reportagem, afirmou que desistiu do acordo
atualizado
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A prefeitura de São Paulo negocia a contratação de uma agência para fazer “bombar” o Espaço da Cidade, camarote frequentado exclusivamente por convidados da prefeitura no Carnaval e que tem uma área exclusiva para o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e 20 convidados.
Pelo contrato — discutido na modalidade sem licitação sob a justificativa que só uma empresa poderia fornecer o serviço, influenciadores –, criadores e conteúdo e modelos seriam chamados para acompanhar os desfiles no Sambódromo.
Após contato da reportagem questionado a ausência de licitação, a São Paulo Turismo (SPTuris) informou à coluna que não irá levar adiante o contrato negociado no fim da semana passada. Essa desistência não faz parte da documentação disponível no sistema de transparência da prefeitura até o momento da da publicação.
A gestão de influenciadores no Camarote da Cidade seria feita pela agência DNRP, de Dorival Neto, o Dori. No processo, a São Paulo Turismo (SPTuris) alega que não realizou licitação para escolher o melhor preço devido à “natureza singular dos serviços a serem prestados”. Assim, toparia o valor cobrado pela única concorrente: R$ 15 mil. Dori presta o mesmo serviço para o Camarote Bar Brahma.
O Espaço da Cidade em si é bancado principalmente por dois contratos de parceria, de cerca de R$ 2 milhões, que não envolvem pagamento em dinheiro. Por um, a prefeitura recebe a infraestrutura do Espaço da Cidade em troca de ceder, gratuitamente, sem cobrar aluguel, o espaço onde é instalado o Camarote Bar Brahma.
Pelo outro, uma empresa fornece R$ 450 mil em produtos não especificados em troca do direito de montar pontos de venda de alimentos e bebidas dentro do camarote da prefeitura, que espera receber 3.500 pessoas por dia.
Além dos custos cobertos por esses dois contratos de permuta, a SPTuris tem outros gastos, como de aluguel de 50 diárias em um hotel obrigatoriamente localizado a menos de 500 metros do camarote. Neste caso, ainda que só um hotel cumpra o critério, a São Paulo Turismo recorreu a três orçamentos.
