Demétrio Vecchioli

Assessora trabalhou em filme de Bolsonaro enquanto recebia da Câmara

Assessora de Mário Frias prestou serviços para o filme Dark Horse durante ao menos sete semanas enquanto era remunerada pela Câmara

atualizado

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Mulher aparece segurando claque do filme Dark Horse
1 de 1 Mulher aparece segurando claque do filme Dark Horse - Foto: Reprodução/Instagram

Uma assessora do deputado federal Mario Frias (PL-SP), que se apresenta como produtor executivo do filme Darke Horse, trabalhou para a produção enquanto era paga pela Câmara dos Deputados.

Rareska Metsker, que é lotada como secretária parlamentar e tem salário bruto de R$ 4.445,03 mais benefícios, compartilhou diariamente nas redes sociais sua participação nas filmagens, entre outubro e novembro do ano passado. De acordo com as postagens, ficou sete semanas dedicada à gravação.

Ela se apresentava como responsável pela produção do making of do filme, ou seja, o registro sobre os bastidores das gravações. Rareska apagou os posts depois que a coluna procurou a assessoria de imprensa do gabinete, que não respondeu aos pedidos de comentários.

Já a Câmara dos Deputados destacou que a carga horária dos secretários parlamentares é de 40 horas semanais, mas não há dedicação exclusiva. “Um secretário parlamentar pode exercer o cargo no horário de expediente e outra atividade fora do horário de trabalho”, apontou a assessoria de imprensa.

No Instagram, nesta quarta-feira (13/5), após a revelação de que Daniel Vorcaro pagou R$ 61 milhões para a produção do filme – mais do que o dobro do orçamento de O Agente Secreto, por exemplo – e que, mesmo assim, Flávio Bolsonaro pedia mais verba, Mário Frias disse que o filme não envolveu dinheiro público ou de Vorcaro.

“Dark Horse é uma superprodução em padrão hollywoodiano, com 100% de capital privado, ator de primeira linha, além de diretor e roteirista de renome internacional — com qualidade inédita para retratar o maior líder político brasileiro do século XXI. O projeto é real, será lançado nos próximos meses e, para quem investiu, será um negócio bem-sucedido”, afirmou, sem dizer quem investiu.

Reportagem do The Intercept Brasil relata que Daniel Vorcaro realizou pagamentos a partir da Entrepay. A Polícia Federal suspeita que Vorcaro fosse sócio oculto do grupo, que foi liquidado pelo Banco Central este ano.

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