Mario Frias diz não ter “um centavo” de Vorcaro em filme de Bolsonaro

Deputado federal pelo PL de São Paulo também é produtor-executivo do filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro

atualizado

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil.
Mario Frias
1 de 1 Mario Frias - Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil.

O deputado federal Mario Frias (PL-SP), que também é produtor-executivo do filme Dark Horse, afirmou nas redes sociais, nesta quarta-feira (13/5),  que a produção não usou dinheiro do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar a história sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os recursos foram solicitados pelo senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ), segundo revelado pelo Intercept Brasil.

Pelo menos R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações. O valor total negociado  chegaria a R$ 134 milhões – mas não há evidências, segundo o site, de que todo o dinheiro tenha sido repassado, segundo o Intercept.

“Trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita a ele e seu banco”, afirmou Mario Frias em uma publicação nas redes sociais.

O deputado federal ainda destacou que Flávio não tinha envolvimento com a produção do filme: “ Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte — o que é legítimo, esperado e não configura, em si, nada além do óbvio”.

Mário Frias foi secretário da Cultura durante o governo Bolsonaro. Ele e o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, teriam atuado como intermediários na produção do filme.

Além de Eduardo e Mário, o empresário Thiago Miranda e Fabiano Zettel, apontado pela Polícia Federal (PF) como principal operador de Vorcaro, também estariam envolvidos nas negociações.

Em 28 de janeiro de 2025, Vorcaro teria declarado a Zettel que o projeto cinematográfico de Bolsonaro era prioridade absoluta e deu uma ordem sobre os repasses: “Não pode falhar mais”.

Uma semana depois, em 5 de fevereiro, Zettel teria dito a Vorcaro que, sobre o “filme”, “estava tentando desde ontem” e alega que o “câmbio do Master [estava] criando caso”. O banqueiro pergunta para quem deveria fazer o repasse e orienta: “Vamos fazer via Entre [que seria a empresa Entre Investimentos e Participações]”.

Em um áudio divulgado pelo Intercept, que seria de 8 de setembro de 2025, Flávio teria dito a Vorcaro que havia preocupação com atraso nos pagamentos da produção.

Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. E tem muita parcela para trás, e está todo mundo tenso e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou pro filme, né?”, teria declarado o senador.

“Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim”, teria afirmado.

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