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Claudia Meireles

Saiba quais alimentos ajudam a aliviar sintomas e crises no pâncreas

Inflamação do pâncreas pode causar dor intensa e alterações digestivas; alimentação leve e equilibrada ajuda a controlar e prevenir crises

Warawan Tongsri / Getty Images
Foto colorida de médico com luvas apontando em direção a um pâncreas humano de mentira - Gastroenterologistas explicam os principais sintomas de pancreatite - Metrópoles

A pancreatite, inflamação do pâncreas que pode provocar dores intensas e comprometer o funcionamento do sistema digestivo, exige atenção médica e mudanças importantes no estilo de vidaespecialmente na alimentação.

Responsável pela produção de enzimas digestivas e hormônios que regulam o metabolismo, como a insulina, o pâncreas desempenha papel essencial no equilíbrio do organismo. Quando inflamado, passa a ter dificuldade para exercer essas funções, afetando diretamente a digestão, o apetite e os níveis de energia.

Pâncreas
A dor causada pela pancreatite irradia para as costas

O que é pancreatite e quais são as causas

Segundo a médica com formação em nutrologia funcional e neurociências Elodia Avila, a pancreatite pode surgir de forma aguda, com sintomas intensos e início repentino, ou evoluir para um quadro crônico, caracterizado por inflamação persistente e danos progressivos ao órgão.

“A pancreatite é uma inflamação do pâncreas, um órgão essencial para a digestão e para o equilíbrio metabólico. Quando ele é sobrecarregado, todo o organismo sente os impactos”, explica a especialista.

Entre os principais fatores desencadeantes estão a presença de cálculos biliares, o consumo excessivo de álcool, níveis elevados de triglicerídeos, uso de determinados medicamentos e hábitos alimentares ricos em gordura e alimentos ultraprocessados.

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Sintomas que merecem atenção

Os sinais da doença costumam surgir de forma intensa e podem exigir atendimento médico imediato. Dor abdominal forte — frequentemente irradiando para as costas —, náuseas, vômitos, febre e perda de apetite estão entre os sintomas mais comuns.

“O diagnóstico precoce permite intervenções mais eficazes e reduz o risco de complicações que podem comprometer a saúde digestiva e metabólica”, destaca a médica.
Foto colorida de mulher com náusea - Metrópoles
Mulher com náusea

O papel da alimentação no controle da doença

A alimentação passa a ser uma das principais aliadas no tratamento da pancreatite. De acordo com Elodia, o objetivo da dieta é reduzir o esforço digestivo, permitindo que o pâncreas se recupere gradualmente.

“Pequenas refeições ao longo do dia evitam sobrecarga no sistema digestivo e favorecem a regeneração do pâncreas, preservando a energia e o bem-estar do paciente”, afirma.

Alimentos que ajudam na recuperação do pâncreas

A recomendação é priorizar alimentos leves, naturais e pobres em gordura, como frutas frescas, legumes e verduras preferencialmente cozidos, além de grãos integrais consumidos com moderação. Proteínas magras, como frango sem pele, peixe e claras de ovo, também são indicadas por serem de mais fácil digestão.

“Uma alimentação baseada em alimentos naturais e pouco gordurosos contribui para controlar a inflamação e melhorar o funcionamento do pâncreas”, orienta a especialista.

Pequenas quantidades de gorduras consideradas saudáveis, como azeite de oliva e sementes, podem ser incluídas na rotina alimentar, desde que sem excessos.

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Ovo
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Peixe assado
Verduras são ótimas para quem tem diabetes
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Peito de frango
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As frutas
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Verduras são ótimas para quem tem diabetes
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Verduras são ótimas para quem tem diabetes

Tatiana Maksimova/Getty Images
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O que evitar para prevenir novas crises

Alguns alimentos podem agravar a inflamação e aumentar o risco de recorrência da pancreatite. Frituras, carnes gordurosas, embutidos, doces em excesso, bebidas alcoólicas e produtos ultraprocessados devem ser evitados.

“A redução de gorduras ruins e a exclusão do álcool são medidas fundamentais para prevenir novas crises e proteger o equilíbrio metabólico”, ressalta Elodia Avila.
Foto colorida de copo e garrafa de cerveja - Metrópoles.
As bebidas álcoolicas também são prejudiciais

Mudanças de hábitos fazem diferença a longo prazo

Embora a alimentação isoladamente não reverta quadros graves, especialistas destacam que ela exerce papel decisivo no controle da doença e na qualidade de vida do paciente.

A adoção de hábitos saudáveis, associada à manutenção do peso adequado, prática regular de atividade física e controle dos níveis de colesterol e triglicerídeos, contribui para reduzir o risco de recorrência.

“O cuidado contínuo com o estilo de vida permite não apenas controlar a doença, mas garantir mais qualidade de vida e longevidade com saúde”, conclui a médica.
Ilustração colorida de pâncreas - Metrópoles
Alguns hábitos prejudicam a saúde do pâncreas, especialmente a obesidade

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