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“Que cada um faça sua parte”, diz nadador Glauber Silva sobre a pandemia

O atleta brasiliense disputará uma vaga em competições oficiais para representar Portugal nas Olimpíadas de Tóquio, adiadas para 2021

atualizado 03/05/2020 8:56

Glauber Silva@glauberhsilva/Reprodução/Instagram

O isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus pegou a todos de surpresa, em especial os atletas. Eles estavam em preparação para as Olimpíadas de Tóquio, agendadas, inicialmente, para o periodo entre 23 de julho e 9 de agosto deste ano. Por conta da Covid-19, os jogos foram adiados para 2021.

Prestes a disputar uma vaga na competição representando Portugal, o brasiliense Glauber Silva viu a distância do sonho de subir ao pódio olímpico triplicar. Até então, o nadador vinha com uma rotina intensa de treinos dentro das piscinas e em academias para conseguir a melhor forma física.

Com o período de confinamento, o esportista se viu obrigado a parar totalmente o ritmo das atividades. “Foi complicado. Sem saber realmente o que poderia acontecer, fiquei um mês direto recluso em casa”, recorda Glauber. Ao ter conhecimento de medidas de segurança, o nadador retomou os treinamentos.

Ele trocou as raias das piscinas pela Orla da Ponte JK, há duas semanas. Com isso, percebeu uma diminuição da poluição no Lago Paranoá“Foi um aviso da natureza de pedido de socorro. Quando normalizar, espero que todos tenham a consciência da importância do meio ambiente”, diz. 

Glauber Silva
O brasiliense não vê a hora de voltar às piscinas

Embora faça a preparação de forma solitária, o esportista mantém contato com o técnico Fábio Costa, o preparador físico Rafael Félix e o médico José Ribas. “Falo diariamente com toda a minha assessoria. A equipe me acompanha mesmo de longe”, revela. Com os treinos nesse formato, Glauber acredita que não se prejudicará fisicamente quando a atual situação passar.

Glauber não foi o único atleta a abandonar a rotina rumo às Olimpíadas de Tóquio. “Estamos no mesmo barco, infelizmente”, pondera o nadador. Ele vê com otimismo poder desfrutar do Lago Paranoá, já que esportistas da natação e de outras modalidades continuam sem treinar para evitar aglomeração.

Saudades

O brasiliense não sente saudades apenas de passar o dia alternando entre braçadas do nado borboleta, crawl, peito e de costas. Glauber não vê a hora de viver novos momentos ao lado da filhota, Manuela, com quem tem feito chamadas de vídeo diariamente. A menina completou 9 anos durante a quarentena e o paizão declarou amor à ela nas redes sociais.

Manuela e Glauber Silva
Manuela, filha de Glauber, mora no Rio de Janeiro
Glauber Silva
O atleta brasiliense tem dupla cidadania

Com dupla cidadania, Glauber vivia na ponte aérea Brasília-Lisboa antes do isolamento social. Com a medida e o reforço da campanha “fique em casa”, ele aproveitou o tempo para aprimorar conhecimentos por meio da leitura e a sessão de entretenimento ficou a cargo de filmes e séries. Mas, assim que o confinamento terminar, o nadador pretende desembarcar na Europa e pegar pesado nos treinos, pois será seu último ciclo olímpico.

Em meio à rotina livre, Glauber dedicou-se a incentivar correntes do bem. Padrinho da Associação Pestalozzi e do Centro Presbiteriano Idade e Experiência, o nadador participou de iniciativas de arrecadação de alimentos e produtos de higiene a pessoas carentes.

À coluna Claudia Meireles, o brasiliense deixa a mensagem: “Que cada um faça sua parte. Vai ficar tudo bem e o que precisamos agora é ter um pouco de paciência.”

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