Claudia Meireles

Preocupado com a realeza, William pediu banimento de Andrew em 2019

Na época, William confrontou Charles e Elizabeth sobre as medidas de retaliação contra Andrew e seu impacto na família real

atualizado

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Max Mumby/Indigo/Getty Images
Príncipe William e o ex-príncipe Andrew
1 de 1 Príncipe William e o ex-príncipe Andrew - Foto: Max Mumby/Indigo/Getty Images

Depois de uma série de denúncias, surgimento de novas provas do envolvimento com caso Epstein e do banimento da realeza britânica, Andrew Mountbatten-Windsor, o ex-príncipe e ex-Duque de York Andrew, foi preso em sua residência em Sandringham, Norfolk, na Inglaterra, nesta quinta-feira (19/2), dia de seu aniversário de 66 anos.

A prisão é mais um golpe na imagem da monarquia, que foi acusada de ser conivente e até mesmo de encobrir crimes do ex-príncipe. E antes mesmo do nome de Andrew aparecer envolvido com o caso Epstein, o príncipe William tentou banir o tio da realeza. A informação foi revelada no livro do editor da realeza do Daily Mirror, Russell Myers.

O príncipe de Gales teria alertado o pai, o rei Charles III, e a então rainha Elizabeth II sobre impor limites e punições a Andrew, que à época mantinha o título de duque de York. O motivo da insatisfação foi uma embaraçosa entrevista concedida ao programa Newsnight da BBC.

Na entrevista de 2019, Andrew revelou que não suava desde 2000 porque possuía uma condição rara, adquirida após um “pico de adrenalina”. A declaração ocorreu após a jornalista Emily Maitlis o confrontar sobre as acusações de Virginia Giuffre — que afirmou que Andrew estava “muito suado” na primeira vez em que abusou dela, em 2001.

Príncipe William temia descrédito da família

De acordo com o escritor, William confrontou o pai e a vó de forma direta. Na época, a preocupação de William era sobre como as acusações contra Andrew poderiam impactar a longevidade família real — o que inclui a possibilidade de seu reinado, visto que ele era um dos primeiros na linha de sucessão.

“A entrevista foi um desastre, não só para Andrew, cuja reputação ficou em frangalhos, mas para a monarquia em geral. De repente, o palácio estava envolvido em uma verdadeira batalha, com questionamentos cada vez maiores sobre sua relevância no mundo moderno, e até mesmo sobre sua sobrevivência”, diz o trecho do livro.

Foto de um homem olhando para frente, com uma grade ao fundo. O homem é o ex-príncipe Adrew, envolvido no caso Epstein

A prisão

De acordo com o comunicado da polícia do Vale do Tâmisa, a prisão ocorreu após uma “avaliação minuciosa” de informações recebidas pelas autoridades, o que levou a uma investigação. A polícia confirmou que diligências estão em andamento em diferentes propriedades associadas ao ex-integrante da família real britânica.

Um comunicado da polícia do Vale do Tâmisa afirmou: “Hoje (19/2) prendemos um homem de 60 anos de Norfolk sob suspeita de má conduta em cargo público e estamos realizando buscas em endereços em Berkshire e Norfolk”.

“É importante que protejamos a integridade e a objetividade da nossa investigação enquanto trabalhamos com os nossos parceiros para apurar este alegado crime”, informou o chefe-adjunto de polícia Oliver Wright.

Ligação com Epstein

E-mails divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam que Andrew Mountbatten-Windsor – anteriormente conhecido como príncipe Andrew – compartilhou informações sensíveis e até mesmo sigilosas com Jeffrey Epstein enquanto atuava como representante do comércio do Reino Unido.

A relação do filho da rainha Elizabeth II com o magnata norte-americano, morto em 2019 e que foi acusado e condenado por exploração sexual e tráfico sexual de menores, afastou Andrew da família real e de cargos públicos em seu país.

Nas mensagens trocadas entre o então Duque de York e o empresário e financista norte-americano, Andrew encaminha a Epstein dois relatórios de viagens que o membro da família real inglesa fez a países na Ásia. Os documentos foram feitos por uma secretária de Andrew.

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