
Claudia MeirelesColunas

Neurologista revela sinais “silenciosos” do AVC que muita gente ignora
De acordo com o médico ouvido pela coluna, a prevenção é a principal ferramenta para evitar a complicação grave no sistema vascular
atualizado
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O Acidente Vascular Cerebral (AVC) está associado a 30% dos óbitos anuais, segundo o Ministério da Saúde. A alta incidência está relacionada especialmente ao fato de a doença evoluir silenciosamente, no entanto, sinais considerados “comuns”, como dor de cabeça frequente, tontura e visão embaçada, podem denunciar o problema, conforme afirma o neurologista Marco Oliveira Py.
De acordo com o especialista, que atua no Hospital São Lucas Copacabana, da Rede Américas, esses sintomas podem estar ligados à hipertensão — principal fator de risco para o desenvolvimento do AVC. Segundo ele, esses sinais não devem ser negligenciados, especialmente por pessoas com histórico familiar ou fatores de risco cardiovasculares.
“Dor de cabeça persistente, falta de ar, palpitações, visão embaçada e tontura merecem atenção. O ideal é procurar avaliação médica antes que o quadro evolua para uma emergência”, destaca.

AVC: ignorar os sintomas pode agravar o quadro
Quando o assunto é AVC, reconhecer rapidamente os sintomas pode fazer toda a diferença. O neurologista alerta que muitos pacientes ainda chegam tarde ao hospital porque familiares e pessoas próximas demoram a perceber que estão diante de uma emergência.
“A rapidez na identificação, no diagnóstico e no tratamento do AVC é fundamental para um bom prognóstico. Quando ocorre a obstrução de um vaso cerebral, o sangue deixa de chegar adequadamente a uma área do cérebro e, a partir desse momento, os neurônios começam a morrer. A cada minuto que passa, mais células morrem e maior é o risco de sequelas”, explica.
Segundo o médico, um dos erros mais comuns é esperar que os sintomas desapareçam espontaneamente. Mesmo com mecanismos naturais de compensação do organismo, o tempo continua sendo determinante para preservar as funções neurológicas.

“A gente costuma dizer que ‘tempo é cérebro’. Quanto mais rápido se atua e se consegue restabelecer o fluxo sanguíneo na região afetada, menores tendem a ser as sequelas para o paciente”, afirma.
Além do acompanhamento médico regular, o especialista reforça que hábitos saudáveis continuam sendo fundamentais para prevenir a hipertensão e reduzir o risco cardiovascular. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, redução do consumo de sal, controle do estresse e abandono do cigarro estão entre as principais recomendações.
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