Claudia Meireles

Mpox em alta: como prevenir o contágio e reconhecer sintomas iniciais

Infectologista explica como diferenciar a doença viral de alergias, viroses e catapora, e destaca medidas simples de prevenção da mpox

atualizado

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Foto de braços de homens com feridas de mpox - Metrópoles
1 de 1 Foto de braços de homens com feridas de mpox - Metrópoles - Foto: Marina Demidiuk/ Getty Images

A mpox, doença viral que ganhou atenção global nos últimos anos, pode causar sintomas que se confundem com outras infecções comuns ou até reações alérgicas. Por isso, reconhecer os sinais iniciais e entender as formas de prevenção é fundamental para evitar a transmissão e buscar atendimento médico quando necessário.

Segundo o infectologista Hareton Teixeira Vechi, médico do Instituto de Medicina Tropical da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e professor de Infectologia da Escola de Ciências Médicas da UFRN, os primeiros sintomas costumam se parecer com um quadro viral comum, mas alguns sinais ajudam a diferenciar a doença.

“O início geralmente inclui febre, dor de cabeça, cansaço, dores musculares e aumento dos gânglios linfáticos, popularmente conhecidos como ínguas”, explica o especialista.
Imagem colorida de feridas de mpox nas costas de uma pessoa
A transmissão de mpox entre seres humanos ocorre, principalmente, por meio de contato íntimo com lesões na pele ou mucosas de pessoas infectadas

Evolução das lesões na pele

Após os sintomas iniciais, surgem as lesões cutâneas características da mpox. Elas passam por diferentes estágios ao longo da evolução da doença.

Primeiro aparecem como manchas na pele. Em seguida, evoluem para pápulas, que são pequenos caroços avermelhados. Depois se transformam em vesículas, pequenas bolhas com líquido, que posteriormente viram pústulas, bolhas preenchidas com pus. Por fim, formam crostas, semelhantes à casca de uma ferida em cicatrização.

De acordo com Vechi, um detalhe importante é que as lesões da mpox tendem a ser mais profundas, dolorosas e bem delimitadas. Outro sinal que ajuda no diagnóstico é o aumento dos linfonodos, um achado considerado mais típico da doença.

Linfonodos
Aumento dos linfonodos

Como diferenciar de alergias, viroses e catapora

Os sintomas cutâneos podem gerar dúvidas porque várias doenças apresentam manifestações na pele. No entanto, algumas características ajudam a distinguir os quadros.

Nas alergias, por exemplo, as lesões costumam aparecer como urticária, com placas avermelhadas que causam intensa coceira, mas geralmente não vêm acompanhadas de febre.

Já as viroses podem provocar manchas espalhadas pelo corpo, com ou sem coceira, associadas a sintomas gerais como febre ou mal-estar. Infecções por herpes simples costumam produzir pequenas bolhas agrupadas na região labial ou genital, frequentemente precedidas por sensação de ardência ou queimação. Além disso, muitas pessoas com herpes já tiveram episódios semelhantes anteriormente.

A catapora (varicela) é uma das doenças que mais pode gerar confusão com a mpox. No entanto, há diferenças importantes. Na catapora, as lesões geralmente não são dolorosas e costumam aparecer em diferentes estágios ao mesmo tempo — manchas, bolhas e crostas podem estar presentes simultaneamente na mesma região do corpo. Na mpox, por outro lado, as lesões tendem a estar no mesmo estágio de evolução.

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Varíola dos macacos (mpox)
Alergia
Dermatite
Urticária
Catapora
A transmissão de mpox entre seres humanos ocorre, principalmente, por meio de contato íntimo com lesões na pele ou mucosas de pessoas infectadas
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A transmissão de mpox entre seres humanos ocorre, principalmente, por meio de contato íntimo com lesões na pele ou mucosas de pessoas infectadas

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Varíola dos macacos (mpox)
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Varíola dos macacos (mpox)

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Catapora

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Coceira
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Medidas simples ajudam a prevenir o contágio

Embora a transmissão ocorra principalmente pelo contato direto com lesões de pele ou secreções infectadas, algumas medidas básicas são eficazes para reduzir o risco.

Entre os cuidados recomendados estão higienizar as mãos com frequência, evitar contato direto com lesões suspeitas, não compartilhar objetos pessoais, limpar superfícies e manter isolamento em caso de sintomas.

O infectologista também destaca que o uso de preservativos pode ajudar a reduzir parte do risco durante contatos íntimos, embora não elimine totalmente a possibilidade de transmissão, já que o vírus pode se espalhar pelo contato direto entre pele e lesões.

Quem deve ter mais atenção

Alguns grupos precisam redobrar os cuidados diante da possibilidade de exposição ao vírus.

“Pessoas imunossuprimidas, gestantes, crianças pequenas e indivíduos com doenças crônicas devem ter atenção especial”, afirma Vechi.

Em determinadas situações, também pode ser indicada vacinação para grupos de maior risco ou para contatos próximos de casos confirmados, seguindo os protocolos estabelecidos pelas autoridades de saúde.

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