Claudia Meireles

Médico lista 3 hábitos “perigosos” para quem tem gordura no fígado

Popularmente conhecida como gordura no fígado, a esteatose hepática é um problema de saúde presente em 25% da população mundial

atualizado

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Imagem colorida de gordura no fígado - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de gordura no fígado - Metrópoles - Foto: Getty Images

Popularmente conhecida como gordura no fígado, a esteatose hepática é um problema de saúde que ocorre quando as células do fígado são infiltradas por células de gordura. De acordo com o Ministério da Saúde, quando o índice de gordura no fígado chega a 5% ou mais, o quadro deve ser tratado o mais rápido possível, já que, a médio e longo prazo, pode resultar em uma inflamação capaz de evoluir para quadros mais graves de hepatite gordurosa, cirrose hepática e até câncer no fígado.

Segundo um estudo publicado na revista Nature, 25% da população global tem esteatose hepática — e alguns hábitos “banais” são considerados “perigosos” para quem tem a condição. A pedido da coluna Claudia Meireles, o gastroenterologista e hepatologista Rodrigo Rêgo Barros listou três deles:

1 – Consumo exagerado de alimentos de alta densidade calórica e elevada carga glicêmica

Para o médico, opções como pães, doces e frituras tendem a agravar o quadro não somente pelo aumento da gordura em si, mas porque o teor já depositado no fígado pode levar à inflamação do órgão. “Nós chamamos isso de esteato-hepatite”, afirmou anteriormente à coluna.

“Essa inflamação, com o passar do tempo, leva o fígado a ficar menos saudável, com perda da capacidade de se regenerar e ganho da tendência em cicatrizar. Essa cicatriz, a qual tem o nome de fibrose, está diretamente ligada ao risco de desenvolver cirrose e câncer no órgão”, explicou.
Imagem mostra visão de microscópio do tecido do fígado com gordura - Metrópoles
Visão microscópica de células em fígado com esteatose hepática

Rodrigo Rêgo Barros acrescentou que o mesmo processo que leva a um fígado gorduroso pode levar ao acometimento de outros órgãos. “O paciente com gordura no fígado tem mais chance de infartar, apresentar problemas nos rins e até de desenvolver câncer, dentro ou fora do fígado”, reiterou.

2 – Sedentarismo

O sedentarismo também influencia bastante a piora do quadro de gordura no fígado. O hepatologista argumentou que, em geral, quem não pratica atividade física tem menor massa muscular e, com isso, baixo metabolismo.

3 – Bebidas alcoólicas em excesso

Por fim, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas é outro hábito com potencial de agravar a esteatose hepática. “Por si só, as bebidas alcoólicas dispõem de alto teor calórico, mas o álcool causa toxicidade ao fígado, que responde desenvolvendo uma ‘capa de gordura’”, declarou o especialista.

Conceito de ilustração 3D da anatomia do fígado do órgão digestivo interno humano. Metrópoles
O fígado é o segundo órgão mais importante do corpo

O médico observou que, por um período, os pacientes com a condição eram divididos entre doença hepática gordurosa alcoólica e não alcoólica.

“Atualmente, entendemos que esses processos andam muitas vezes juntos e contribuem sinergicamente para o adoecimento do órgão”, destacou Rodrigo, complementando que o vírus de hepatite e comorbidades como diabetes e doenças autoimunes e de cunho genético também causam gordura no fígado.

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