Estudo recria molécula da goiaba que pode combater o câncer de fígado

Pesquisadores conseguem criar versão sintética de molécula da goiaba com potencial de tratar câncer de fígado, segundo estudos in vitro

atualizado

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A goiaba é uma das frutas com o maior índice de proteína em sua composição
1 de 1 A goiaba é uma das frutas com o maior índice de proteína em sua composição - Foto: Getty Images

Um novo estudo mostrou que uma molécula da goiaba com potencial para combater o câncer de fígado pode ser produzida industrialmente. Pesquisadores da Universidade de Delaware, nos Estados Unidos, desenvolveram um método para recriar sinteticamente moléculas da fruta que tiveram ação positivo no tratamento da doença em estudo in vitro.

Segundo os químicos que realizaram a pesquisa, o processo é barato, escalável e replica perfeitamente as capacidades do composto natural da goiaba. O estudo foi publicado no periódico Angewandte Chemie, em maio deste ano.

Como os cientistas recriaram o composto da goiaba?

A molécula escolhida foi a (–)-psiguadial A, conhecida por ter propriedades antiproliferativas, que já haviam sido comprovadas, em estudos anteriores, como eficazes para combater o câncer de fígado.

Entretanto, essa molécula é encontrada em uma quantidade muito pequena na fruta e extraí-la a partir da goiaba era um desafio. Por isso, os pesquisadores trataram de buscar alternativas para recriá-la artificialmente.

Para reproduzir a (–)-psiguadial A, os químicos usaram uma síntese total de produtos naturais. Esse processo combina substâncias disponíveis no mercado até formar estruturas complexas idênticas às encontradas na natureza.

“A maioria dos medicamentos clinicamente aprovados é feita de um produto natural ou baseada em um. Mas não há recursos naturais suficientes para produzir tratamentos suficientes. Agora, os químicos poderão pegar nossos manuscritos e, basicamente, seguir nossa ‘receita’, e eles mesmos poderão fabricá-la”, explica o químico William Chain, líder da pesquisa.
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Entre os fatores que podem aumentar o risco do câncer de fígado estão: cirrose hepática, gordura no fígado ou uso de anabolizantes
Os sintomas costumam surgir nos estágios mais avançados da doença, e incluem dor no abdômen, inchaço da barriga, enjoo, perda do apetite e de peso, sem causa aparente, cansaço excessivo e olhos amarelados
Segundo levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de fígado foi o sexto tipo da doença que mais matou homens no Brasil, em 2020. Entre as mulheres, foi o sétimo
O câncer de fígado costuma ser identificado através de exames como o ultrassom ou tomografia, capazes de detectar um ou mais nódulos na região
O tratamento é feito com cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, a depender do tamanho e da gravidade de cada caso, e as chances de cura são maiores quando o tumor é identificado precocemente, assim como em qualquer outro tipo de câncer
Câncer no fígado é uma espécie de tumor maligno e, muitas vezes, bastante agressivo, que se origina nas células que formam o fígado, como hepatócitos, canais biliares ou vasos sanguíneos
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Câncer no fígado é uma espécie de tumor maligno e, muitas vezes, bastante agressivo, que se origina nas células que formam o fígado, como hepatócitos, canais biliares ou vasos sanguíneos

SEBASTIAN KAULITZKI/SCIENCE PHOTO LIBRARY / Getty Images
Entre os fatores que podem aumentar o risco do câncer de fígado estão: cirrose hepática, gordura no fígado ou uso de anabolizantes
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Entre os fatores que podem aumentar o risco do câncer de fígado estão: cirrose hepática, gordura no fígado ou uso de anabolizantes

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Os sintomas costumam surgir nos estágios mais avançados da doença, e incluem dor no abdômen, inchaço da barriga, enjoo, perda do apetite e de peso, sem causa aparente, cansaço excessivo e olhos amarelados
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Os sintomas costumam surgir nos estágios mais avançados da doença, e incluem dor no abdômen, inchaço da barriga, enjoo, perda do apetite e de peso, sem causa aparente, cansaço excessivo e olhos amarelados

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Segundo levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de fígado foi o sexto tipo da doença que mais matou homens no Brasil, em 2020. Entre as mulheres, foi o sétimo
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Segundo levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de fígado foi o sexto tipo da doença que mais matou homens no Brasil, em 2020. Entre as mulheres, foi o sétimo

boonchai wedmakawand/ Getty Images
O câncer de fígado costuma ser identificado através de exames como o ultrassom ou tomografia, capazes de detectar um ou mais nódulos na região
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O câncer de fígado costuma ser identificado através de exames como o ultrassom ou tomografia, capazes de detectar um ou mais nódulos na região

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O tratamento é feito com cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, a depender do tamanho e da gravidade de cada caso, e as chances de cura são maiores quando o tumor é identificado precocemente, assim como em qualquer outro tipo de câncer
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O tratamento é feito com cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, a depender do tamanho e da gravidade de cada caso, e as chances de cura são maiores quando o tumor é identificado precocemente, assim como em qualquer outro tipo de câncer

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Segundo o Inca, “quando o tumor está restrito a uma parte do fígado (tumor primário), a remoção cirúrgica é o tratamento mais indicado. Assim como no caso dos tumores hepáticos metastáticos, em que a lesão primária foi ressecada ou é passível de ser ressecada de maneira curativa”
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Segundo o Inca, “quando o tumor está restrito a uma parte do fígado (tumor primário), a remoção cirúrgica é o tratamento mais indicado. Assim como no caso dos tumores hepáticos metastáticos, em que a lesão primária foi ressecada ou é passível de ser ressecada de maneira curativa”

SEBASTIAN KAULITZKI/SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images
Quando já não é possível alcançar a cura do câncer no fígado, no entanto, o tempo de sobrevida é de aproximadamente 5 anos, mas esse valor pode variar de acordo com o grau de desenvolvimento da doença e outras doenças do paciente
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Quando já não é possível alcançar a cura do câncer no fígado, no entanto, o tempo de sobrevida é de aproximadamente 5 anos, mas esse valor pode variar de acordo com o grau de desenvolvimento da doença e outras doenças do paciente

Peter Dazeley/ Getty Images

O câncer de fígado

O impacto potencial é grande. O câncer de fígado já é uma das principais causas de morte e invalidez no mundo. O câncer hepatocelular, a forma mais comum da doença, tem crescido em incidência no mundo. No Brasil, são quase 11 mil pessoas diagnosticadas todos os anos, de acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

“Globalmente, é o sexto tipo de câncer mais comum e a terceira principal causa de morte por câncer. Antigamente, acreditava-se que o câncer de fígado ocorria principalmente em pacientes com hepatite viral ou doença hepática relacionada ao álcool. No entanto, hoje, as crescentes taxas de obesidade são um fator de risco crescente para o câncer de fígado, principalmente devido ao aumento de casos de excesso de gordura ao redor do fígado”, explica o oncologista Ramon Andrade de Mello, do Centro Médico Paulista High Clinic Brazil, em São Paulo.

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