
Claudia MeirelesColunas

Março de 2026 pode ser o melhor mês da década para ver a aurora boreal
Fenômeno luminoso no céu deve ficar mais intenso nesse mês de março em alguns países graças ao equinócio e ao pico do ciclo solar
atualizado
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Março de 2026 pode oferecer uma das melhores oportunidades da década para observar a aurora boreal, também conhecida como luzes do norte. Cientistas apontam que a combinação entre o equinócio de primavera no hemisfério norte e a forte atividade solar atual cria condições especialmente favoráveis para que o fenômeno apareça com mais frequência e intensidade no céu noturno.
A aurora boreal ocorre quando partículas carregadas emitidas pelo Sol colidem com o campo magnético e a atmosfera da Terra. Esse encontro produz cortinas luminosas que podem assumir tons de verde, rosa, roxo e azul, formando um espetáculo natural visível principalmente em regiões próximas ao Ártico.

Por que março é um período especial
De acordo com especialistas, o mês de março costuma ser particularmente favorável para a observação por causa do chamado efeito do equinócio. Nesse período, quando o eixo da Terra se posiciona de forma específica em relação ao Sol – com o equinócio ocorrendo por volta de 20 de março – o alinhamento entre os campos magnéticos da Terra e do Sol facilita a entrada das partículas solares na atmosfera.
Esse processo também está ligado ao chamado efeito Russell-McPherron, fenômeno científico que explica por que a atividade geomagnética tende a aumentar durante os equinócios. Quando os campos magnéticos se conectam com mais facilidade, tempestades geomagnéticas se tornam mais prováveis e, consequentemente, as auroras ficam mais frequentes e intensas.
O impacto do ciclo solar
Outro fator que favorece a observação neste ano é o momento do ciclo solar de 11 anos. O Sol está atualmente próximo do pico de atividade, período caracterizado por maior número de manchas solares e erupções capazes de liberar grandes quantidades de partículas energéticas no espaço. Quanto mais ativa a estrela, maiores são as chances de auroras espetaculares.
Especialistas observam que esse período pode representar uma das últimas grandes janelas para observar auroras particularmente fortes antes que a atividade solar comece a diminuir novamente nos próximos anos.
Onde e quando observar
Para quem pretende observar o fenômeno, o ideal é procurar locais com pouca poluição luminosa e céu limpo. As auroras costumam ser mais visíveis entre 22h e 2h da manhã, quando o céu está mais escuro e a atividade geomagnética tende a atingir níveis mais elevados.
As regiões tradicionalmente mais favoráveis continuam sendo países de alta latitude no hemisfério norte, como Islândia, Noruega, Canadá e Alasca. No entanto, durante tempestades solares mais intensas, o fenômeno pode aparecer mais ao sul do que o habitual, tornando-se visível em partes da Europa e até do norte dos Estados Unidos.
Como acompanhar a previsão das auroras
Além das condições naturais, quem deseja aumentar as chances de presenciar o fenômeno pode acompanhar previsões de atividade geomagnética divulgadas por observatórios espaciais e agências científicas. Plataformas e aplicativos especializados monitoram erupções solares e a chegada de partículas carregadas à atmosfera terrestre, indicando quando as auroras podem se intensificar.
Esses alertas permitem que observadores se preparem com antecedência e escolham locais com céu limpo e pouca iluminação artificial. Fotógrafos e entusiastas da astronomia costumam utilizar essas previsões para planejar viagens a regiões de alta latitude, onde a visibilidade das luzes do norte tende a ser mais frequente e impressionante.
Um espetáculo natural raro
Para muitos viajantes, observar a aurora boreal é uma experiência única. As luzes parecem dançar no céu, mudando de forma e intensidade ao longo de minutos ou horas. Em noites de atividade mais intensa, o fenômeno pode iluminar grandes áreas do horizonte, criando uma paisagem quase surreal.
Por isso, destinos conhecidos pela observação das auroras recebem visitantes do mundo inteiro durante o inverno e o início da primavera no hemisfério norte. Em anos de alta atividade solar, como o atual, a expectativa é que o espetáculo seja ainda mais vibrante e frequente.
Com a combinação rara entre o equinócio e o pico do ciclo solar, março de 2026 pode transformar o céu do hemisfério norte em um verdadeiro espetáculo natural, criando uma oportunidade que pode não se repetir com a mesma intensidade até a próxima década.
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