Nasa envia foguetes para estudar correntes elétricas de aurora boreal

Foguetes da Nasa tem a missão de enviar dados para a Terra sobre o funcionamento das correntes elétricas por trás das auroras boreais

atualizado

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Tromsø - Noruega
1 de 1 Tromsø - Noruega - Foto: Getty Images

A Nasa enviou três foguetes para uma aurora boreal em duas missões. O objetivo é compreender o circuito elétrico por trás do fenômeno luminoso natural. As espaçonaves foram lançadas do Campo de Pesquisa Poker Flat, localizado Alasca.

A primeira missão, intitulada Black and Diffuse Auroral Science Surveyor, partiu do Alasca em 9 de fevereiro, às 9h29 (horário de Brasília), atingindo a altitude de cerca de 360 km. Já a segunda, a Geophysical Non-Equilibrium Ionospheric System Science (Gneiss, na sigla em inglês), foi enviada com dois foguetes às 7h19 do dia seguinte. Eles chegaram às altitudes de 319,06 km e 319,94 km, respectivamente.

A Black and Diffuse Auroral Science Surveyor foi liderada pela pesquisadora Marilia Samara, da Nasa, e a Gneiss pela cientista Kristina Lynch, do Dartmouth College, nos Estados Unidos.

Aurora boreal e seus mistérios

Para uma aurora boreal se formar, há um processo complexo por trás dela. Assim que elétrons energizados vindos do espaço entram na atmosfera terrestre, as partículas colidem com os gases atmosféricos, gerando mais energia e, consequentemente, o brilho do fenômeno.

Em termos mais simples, é como se a atmosfera do nosso planeta fosse uma lâmpada gigante, que acendesse através das partículas energizadas.

Os cientistas já têm o conhecimento do processo de formação das auroras boreais, mas o que eles ainda não sabem é para onde vão os elétrons após energizar os gases atmosféricos. Isso porque a corrente de retorno ocorre de forma espalhada e turbulenta devido a mudanças provocadas por ventos na atmosfera, diferenças de pressão e variabilidade dos campos elétricos e magnéticos.

Assim, o trabalho dos cientistas é diretamente atrapalhado pela volta caótica das partículas. Para compreender melhor o processo, os cientistas resolveram observar as auroras de forma direta.

Avanços das missões

Ao chegar na aurora, os foguetes da missão Gneiss liberaram quatro submódulos em regiões distintas. Eles conseguiram medir a densidade do plasma e rastrear por onde as correntes elétricas podem fluir. Através dos dados, foi possível construir uma imagem tridimensional do ambiente elétrico do fenômeno luminoso.

“É basicamente como fazer uma tomografia computadorizada do plasma sob a aurora”, exemplifica Kristina, em comunicado.

Ao enviar sinais de rádio para estações no solo, o plasma os alterou de forma parecida aos que tecidos do nosso corpo fazem com os raios X quando fazemos uma tomografia computadorizada. Foi justamente a partir dessas mudanças que os cientistas conseguiram calcular as informações para criar a imagem em grande escala da aurora.

Imagem colorida mostra lançamento dos foguetes da missão Gneiss - Metrópoles
Foguetes da missão Gneiss foram lançados do Campo de Pesquisa Poker Flat, localizado Alasca

Já a missão Black and Diffuse Auroral Science Surveyor investigou uma região distinta: as auroras negras – áreas escuras dentro do fenômeno luminoso. Por lá, podem estar as respostas para a pergunta “em que momento a corrente de retorno muda de direção ao se tornar caótica”, além de “quais são seus pontos críticos”.

Os dados extraídos serão analisados posteriormente para entender mais detalhes das auroras boreais.

Além de resolver o mistério por trás do funcionamento do fenômeno luminoso, as informações de ambas as missões são essenciais para proteger satélites, melhorar as previsões do clima espacial e evitar falhas importantes em sistemas de comunicações e GPS, visto que as correntes elétricas delas têm grande influência.

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