
Claudia MeirelesColunas

Magnata russo envolvido no caso Epstein é encontrado morto em Moscou
Nesta segunda-feira (2/3), foi divulgada a morte de um magnata russo citado nos documentos divulgados do caso Jeffrey Epstein
atualizado
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A rede de influência de Jeffrey Epstein (1953-2019) e de sua cúmplice Ghislaine Maxwell é formada por pessoas de diversos locais do mundo. Nesta segunda-feira (2/3), um nome envolvido nos arquivos do financista se tornou protagonista de uma tragédia: o magnata russo Umar Dzhabrailov, que considerava Maxwell sua “alma gêmea”, foi encontrado morto em um apartamento de luxo em Moscou, na Rússia.
De acordo com relatos obtidos pelo jornal New York Post, Umar Dzhabrailov morreu depois de algumas semanas após seu nome ter surgido nos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Entenda
- Umar Dzhabrailov foi um empresário da República da Chechênia e ex-senador do Conselho da Federação pela república do Cáucaso do Norte entre 2004 e 2009.
- Dzhabalilov chegou a concorrer à presidência contra Vladimir Putin em 2000, mas ficou em último lugar, com pouco menos de 0,1% dos votos.
- De acordo com informações do jornal russo Kommersant, o corpo do magnata russo foi encontrado por volta das 3h em seu apartamento em Moscou, caído em uma poça de sangue com um ferimento na cabeça.
- Policiais envolvidos na investigação classificaram o caso como um possível suicídio.
- Ao lado do seu corpo, foi encontrada uma pistola. Segundo fontes, não havia no local nenhuma carta de despedida.
Relação do magnata russo com Epstein e Ghislaine Maxwell
De acordo com informações do New York Post, Dzhabalilov já havia tentado contra a própria vida em 2020. Embora não tenha indícios de relação com o caso Epstein, a morte do magnata deixa dúvidas sobre o verdadeiro motivo do atentado confirmado nesta segunda-feira (2/3).
Diante da divulgação recente dos novos documentos, e-mails mostraram que o magnata russo tinha uma relação um tanto quanto próxima com Ghislaine Maxwell, descrita como confidente e ex-namorada do falecido agressor sexual Jeffrey Epstein.

Em uma correspondência de 2021, Umar Dzhabrailov tentou se encontrar com Maxwell em Moscou. “Querida Ghislaine, voltei de Londres e estou planejando ficar em Moscou. Quero muito te ver, mas preciso saber exatamente quando você chega, porque quero cuidar de você e organizar as coisas para te receber. Desejo tudo de bom! Umar”, dizia o e-mail enviado em 24 de maio.
A mensagem foi respondida. “Umar, desculpe por não termos ido na semana passada. Nos distraímos e acabamos na França. No entanto, Jeffrey, Tom e eu estaremos aí na próxima semana, chegando na sexta-feira. Você estará por perto? Podemos nos encontrar? Me avise. Espero que esteja bem. Ghislaine.”

Para além das “provas materiais”, Dzhabalilov já tinha tornado pública a admiração pela amante de Esptein, condenada por ajudar Epstein a abusar sexualmente de meninas menores de idade.
“Eu conhecia Epstein. Fui apresentado a ele por Ghislaine Maxwell, uma alma gêmea minha”, disse ele em entrevista à agência de notícias East 2 West.
“Mas eu jamais poderia ter imaginado que eles eram parceiros, que ela estava envolvida na busca daquelas garotas que agora estão em todos os meios de comunicação”, emendou.
O magnata russo ainda lamentou a sentença dada aos crimes cometidos por Ghislaine Maxwell. “Lamento que Ghislaine, a mulher mais encantadora, tenha recebido uma sentença de prisão perpétua”, comentou.
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