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“Sei o que vi” e “o que não vi”, diz Clinton a comitê do caso Epstein

Além de negar saber de qualquer crime do financista morto, o ex-presidente demonstrou sua indignação pela convocação de sua esposa, Hillary

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Bill Clinton e Jeffrey Epstein - Metrópoles
1 de 1 Bill Clinton e Jeffrey Epstein - Metrópoles - Foto: <p>Brian Lawless &#8211; PA Images/<br /> Handout/Getty Images</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div> </p>

O ex-presidente democrata dos Estados Unidos Bill Clinton (eleito em 1993 e 2001) publicou nas redes sociais a declaração que fez na abertura de seu interrogatório perante o comitê do Congresso norte-americano, nesta sexta-feira (27/2). Ele está sendo investigado por suposto envolvimento com Jeffrey Epstein, empresário financista e abusador sexual de menores, condenado e morto em 2019.

O democrata disse que não sabia dos crimes do bilionário. “Eu sei o que vi e, mais importante, o que não vi”, destacou.

Clinton prestou depoimento um dia após sua esposa, a ex-secretária de Estado e ex-senadora Hillary Clinton, que foi intimada mesmo sem aparecer nos arquivos do caso. “Vocês obrigaram Hillary a vir. Ela não teve nada a ver com Jeffrey Epstein. Nada. Ela não tem memória de sequer tê-lo conhecido. Ela não viajou com ele nem visitou nenhuma de suas propriedades. Quer vocês tenham intimado 10 pessoas ou 10.000, incluí-la simplesmente não foi correto”, disse o ex-presidente.

Ao revelar que cresceu em um lar com abuso doméstico, Clinton disse que as meninas e mulheres cujas vidas Epstein destruiu merecem “não apenas justiça, mas cura”, e que sequer entraria no mesmo avião em que ele estivesse se soubesse de qualquer indício de seus crimes. “Eu mesmo o teria denunciado e liderado o pedido de justiça por seus crimes, em vez de acordos de fachada.”

Clinton afirmou que teve “breve conhecimento sobre Epstein e que, ainda assim, isso teria terminado anos antes de seus crimes virem à tona” e que nunca testemunhou, durante as “interações limitadas”, qualquer indicação dos abusos.

Leia um trecho:

“Primeiro, eu não tinha ideia dos crimes que Epstein estava cometendo. Não importa quantas fotos vocês me mostrem, eu tenho duas coisas que, no fim das contas, importam mais do que a interpretação de vocês sobre aquelas fotos de 20 anos atrás.

Eu sei o que vi e, mais importante, o que não vi. Eu sei o que fiz e, mais importante, o que não fiz. Eu não vi nada e não fiz nada de errado.

[…] Mas, mesmo com o benefício da retrospectiva, não vi nada que me fizesse hesitar. Só estamos aqui porque ele escondeu isso de todos tão bem e por tanto tempo. E quando tudo veio à tona com sua confissão de culpa em 2008, eu já havia deixado de me associar a ele há muito tempo.

Vocês me ouvirão dizer com frequência que “não me recordo”. Isso pode ser insatisfatório. Mas não vou dizer algo de que não tenho certeza. Tudo isso aconteceu há muito tempo. E estou vinculado pelo meu juramento a não especular ou adivinhar. Isso não é apenas para meu benefício, mas porque não ajuda vocês que eu brinque de detetive 24 anos depois”.

Hillary Clinton

Assim como o marido, Hillary publicou seu discurso feito ao comitê nas redes sociais, após ter o pedido negado para que o interrogatório fosse televisionado .

O casal acabou aceitando depor mesmo tendo se recusado a comparecer inicialmente. A decisão foi tomada depois que republicanos disseram que a ausência seria tida como desacato ao Congresso.

Antes mesmo de ser ouvida, Hillary já havia exposto sua indignação ao ser intimada, uma vez que não é mencionada nos arquivos Epstein, enquanto o presidente Donald Trump teria milhares de citações.

“Este fracasso institucional foi projetado para proteger um partido político e um funcionário público, em vez de buscar a verdade e a justiça para as vítimas. […] A investigação deveria estar avaliando a condução do governo federal nas investigações e processos de Epstein e seus crimes.

Vocês realizaram zero audiências públicas, recusaram-se a permitir que a mídia comparecesse, inclusive hoje, apesar de defenderem a necessidade de transparência em dezenas de ocasiões. Vocês fizeram pouco esforço para convocar as pessoas que aparecem com maior destaque nos arquivos de Epstein”, defendeu.

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