Claudia Meireles

Ano novo, velhos padrões? Neuro ensina a driblar a autossabotagem

A neurocientista Leninha Wagner alerta que o cérebro pode transformar boas intenções em autossabotagem logo no começo do ano

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Getty Images
autossabotagem
1 de 1 autossabotagem - Foto: Getty Images

Janeiro chega carregado de promessas: começar a academia, mudar hábitos, organizar a vida financeira, investir na carreira, cuidar mais da saúde mental. O problema é que, na maioria das vezes, o entusiasmo dura pouco — e logo surge a velha autossabotagem. O resultado? Cansaço, procrastinação, culpa e frustração.

Em busca do porquê tantas pessoas acabam se sabotando, mesmo querendo mudar, a coluna Claudia Meireles conversou com a neurocientista Leninha Wagner. De acordo com a expert não é a falta de vontade que inibe a realização das promessas de Ano-Novo, mas o mecanismo de proteção do cérebro — moldado por experiências passadas, medos e crenças limitantes.

“Muitas vezes de forma inconsciente, a mente cria barreiras que impedem o seu progresso pessoal, emocional e profissional. São pensamentos, ações ou comportamentos que vão contra os próprios objetivos e desejos, mantendo o indivíduo preso em um ciclo de limitação”, explica.

Quando a mente te autossabota

Como resultado, a autossabotagem cria um ciclo vicioso com efeitos profundos na saúde física, emocional e mental, favorecendo a má alimentação, sedentarismo e até mesmo insônia. E o pior: podendo levar ao desenvolvimento de doenças psicossomáticas como cefaleia, problemas gastrointestinais e de pele.

A sensação de estagnação ou incapacidade alimenta quadros de ansiedade e, em casos mais graves, pode evoluir para depressão. Além disso, a autossabotagem compromete a qualidade dos relacionamentos e o desempenho profissional, gerando isolamento e sensação de inadequação, alerta Leninha Wagner.

Interrompendo ciclos

Para driblar essa condição, aprender a reconhecer os gatilhos comportamentais é o primeiro passo. Além disso, é preciso fracionar as grandes metas em pequenos atos, de forma que cada ação realizada gera mais motivação ao invés de frustração, aproximando-se de forma consciente de objetivo.

Fracionar grandes metas e objetivos em pequenas ações ajuda o cérebro a não abandonar tarefas e praticar autossabotagem
Fracionar grandes metas e objetivos em pequenas ações ajuda o cérebro a não abandonar tarefas

Além disso, a neurocientista destaca que a psicologia clínica é uma das aliadas mais importantes. Isso porque estar atrelado a um acompanhamento ajuda o paciente a trabalhar aspectos emocionais, cognitivos, comportamentais, corporais e até espirituais.

“Esse método permite que o paciente explore as raízes de seus comportamentos, ressignifique crenças negativas e fortaleça sua relação consigo mesmo. O objetivo é ajudar a pessoa a se reconectar com seu “eu autêntico”, proporcionando não apenas alívio dos sintomas, mas também uma transformação profunda na maneira como lida com seus desafios e busca seus objetivos”. 

Neurocientista Leninha Wagner

Segundo a profissional, procurar ajuda profissional é um ato de coragem e um passo essencial para romper o ciclo de autossabotagem e alcançar uma vida mais plena e satisfatória.

Para saber mais, siga o perfil da coluna no Instagram.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?