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Mulheres 40+: nutri ensina dieta estratégica que ajuda a memória
Especialmente durante o período da menopausa, as mulheres precisam estar atentas à alimentação para driblar a “memória fraca”
atualizado
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A partir dos 40 anos, o corpo feminino passa por mudanças hormonais importantes que impactam metabolismo, memória, composição corporal, sono e disposição, especialmente com a chegada da menopausa. O que muitas mulheres ainda não sabem é que a alimentação tem papel decisivo nesse processo, e não é apenas por uma questão estética, mas pela melhora na saúde cerebral, prevenção de doenças e qualidade de vida a longo prazo.
Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a nutricionista Luciana Matoso defende que, para driblar a “perda de memória”, a nutrição para mulheres acima dos 40 anos deve seguir uma estratégia individualizada, específica e baseada em evidências científicas. Isso porque o corpo responde de formas diferentes.
“É preciso estratégia nutricional, não de restrição aleatória e nem de acreditar em notícias sem embasamento científico nenhum, o que leva a iniciar dietas infundadas’, explica.

O que comer para ajudar na memória
A profissional destaca que a memória e o foco não pioram apenas por causa da idade, mas por outros fatores que chegam com ela, como inflamação crônica, resistência insulínica, sono inadequado e deficiências nutricionais.
Para driblar essa degradação natural, a nutricionista recomenda dietas que “priorizam uma quantidade de alimentos proteicos adequada e de qualidade, como ovos, frango, peixes, carnes vermelhas mais magras”, diz.
A inclusão de gorduras boas em quantidades adequadas também é uma estratégia necessária. Entre os alimentos que devem ser incluídos na dieta estão azeite de oliva, semente de linhaça e ômega 3. Este último nutriente está presente em peixes como sardinha, salmão e atum, além de abacate e oleaginosas como nozes castanhas e amêndoas, recomenda Luciana Matoso.

Outro ponto destacado pela nutricionista é a presença de compostos antioxidantes na rotina obtidos através de alguns alimentos, como uva roxa, cacau 70%, cebola roxa, alho, frutas vermelhas, brócolis e chá verde. Também é importante ter o controle da glicemia.
“Tudo isso contribui para proteger a nossa função cognitiva, auxiliar no foco em nossas atividades diárias e reduzir o risco de declínio futuro. Quando realizamos esses pequenos ajustes, de forma consistente, garantimos um impacto real na performance cognitiva. Cuidar da alimentação nessa fase é, acima de tudo, uma decisão a longo prazo”, finaliza.
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