
Claudia MeirelesColunas

Novo estudo indica dieta que pode ajudar no tratamento de depressão
De acordo com estudo publicado no reservatório JAMA Psychiatry, a dieta cetogênica pode ter impactos positivos no tratamento da depressão
atualizado
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Criada em 1921 pelo médico americano Russell Wilder, nos Estados Unidos, a dieta cetogênica pode ser uma das maneiras de ajudar no tratamento de depressão resistente a medicamentos. De acordo com um estudo recentemente publicado na JAMA Psychiatry, esse plano alimentar colabora na melhora de sintomas depressivos, como isolamento e “falta de energia”.
O ensaio clínico buscou analisar o comportamento de 88 pacientes com depressão resistente a tratamento no Reino Unido durante seis semanas. Eles foram divididos em dois grupos. O primeiro foi submetido a uma dieta cetogênica — com pouco carboidratos, gordura saudável e proteínas moderadas — e o segundo a uma dieta de controle, com porções extra de vegetais e substituição de gorduras saturadas por gorduras insaturadas.

Como a dieta pode agir em paciente com depressão
O resultado apontou que pacientes que seguiram a dieta cetogênica mostraram redução nos scores de depressão em comparação aos que foram submetido à dieta comum. No estudo, indivíduos com depressão que não haviam respondido adequadamente a pelo menos dois medicamentos antidepressivos apresentaram melhora em parâmetros como vida social, controle de ansiedade e comprometimento cognitivo — embora os efeitos não tenham sido de magnitude clínica robusta em todos os casos.
O motivo seria a alteração no metabolismo provocado pela dieta cetogênica, que pode fazer o corpo queimar gordura em vez de carboidratos como principal fonte de energia, um estado conhecido como cetose. Esse processo pode ativar vias metabólicas diferentes no cérebro e influenciar neurotransmissores e inflamação — fatores que têm sido associados ao humor e à regulação emocional.

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