
Claudia MeirelesColunas

Quem são os assessores de Epstein envolvidos em acordo milionário
O acordo envolve um processo de 2024 movido contra dois assessores de Epstein acusados de facilitar as atividades ilegais do financista
atualizado
Compartilhar notícia

Um acordo firmado pelo espólio de Jeffrey Epstein, acusado de liderar um esquema internacional de exploração sexual de menores, prevê o pagamento de até US$ 35 milhões, cerca de R$ 182 milhões, aos famíliares das vítimas para encerrar uma ação coletiva ajuizada em 2024.
O documento que trata da idenização foi divulgado na última quinta-feira (19/2) pelo escritório de advocacia Boies Schiller Flexner, que representa as vítimas de Epstein. O caso tramita no Tribunal Federal de Manhattan, nos Estados Unidos.
Entenda
- O acordo envolve um processo de 2024 movido contra dois assessores de Epstein: o ex-advogado pessoal do empresário, Darren Indyke, e o ex-contador Richard Kahn, que atuam como coexecutores do espólio do financista.
- A aprovação do acordo pelo juiz determinará o fim da ação, que alega que os acusados “facilitaram, participaram e ocultaram a conduta ilegal de Epstein” por meio de serviços jurídicos e empresariais.
- A indenização contemplará apenas pessoas que afirmam ter sido “agredidas sexualmente, abusadas ou traficadas” por Epstein entre 1º de janeiro de 1995 e 10 de agosto de 2019 — data em que o magnata morreu na prisão, enquanto aguardava julgamento por acusações federais.
- O acordo também prevê a revisão dos valores caso o número de vítimas dentro desse período seja inferior a 40. Nesse cenário, o montante total de US$ 35 milhões poderá ser reduzido para US$ 25 milhões, aproximadamente R$ 130,2 milhões.
Assessores de Epstein não reconheceram envolvimento no caso
Mesmo com a assinatura do acordo, Darren Indyke e Richard Kahn não admitiram nem reconheceram qualquer irregularidade relacionada às vítimas do financista. Segundo o advogado que os representa, a indenização busca proporcionar “uma via confidencial para alívio financeiro” às pessoas que ainda não resolveram suas reivindicações contra o espólio.
“Como não fizeram nada de errado, os coexecutores estavam preparados para contestar as acusações contra eles até o julgamento, mas concordaram em mediar e resolver este processo para chegar a uma conclusão definitiva em relação a quaisquer reivindicações potenciais contra o espólio de Epstein”, afirmou Weiner.
Em comunicado divulgado pela ABC News, Daniel H. Weiner acrescentou que a ausência de reconhecimento de envolvimento por parte dos assessores não surpreende. “Nenhuma mulher jamais os acusou de cometer ou testemunhar agressão sexual, nem qualquer mulher alegou ter-lhes relatado denúncias de abuso por parte do senhor Epstein”, declarou.
Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.










