
Claudia MeirelesColunas

Coloproctologista explica como o álcool da cerveja afeta o intestino
A coloproctologista Aline Amaro destaca como o álcool contido na cerveja interfere no funcionamento do intestino
atualizado
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De acordo com o Relatório Global do Consumo de Cerveja, da Kirin Holdings, publicado em 2024, o Brasil é o terceiro maior país em ingestão da bebida no mundo, ficando atrás da China e dos Estados Unidos. A ingestão frequente tende a prejudicar a microbiota intestinal, principalmente a barreira protetora, conforme explica a coloproctologista Aline Amaro.
Atendendo em Brasília (DF), a médica destaca que o álcool presente na cerveja pode impactar “diretamente” o funcionamento do intestino. “Isso ocorre quando consumido de forma frequente ou em grandes quantidades”, complementa. A especialista frisa que a substância irrita a mucosa intestinal, aumenta a permeabilidade do órgão e interfere no equilíbrio natural do sistema digestivo.
“Na prática, é como se a barreira de proteção intestinal ficasse mais ‘fragilizada’, permitindo maior passagem de substâncias inflamatórias para o organismo”, esclarece Aline. Segundo a médica, esse resultado é percebido por meio de sintomas como estufamento, gases, diarreia, alteração do hábito intestinal, desconforto abdominal e sensação de digestão ruim após episódios de consumo excessivo de cerveja.
De acordo com a coloproctologista, o álcool também interfere na absorção de nutrientes importantes, além de favorecer processos inflamatórios e pode alterar o ritmo do intestino. “Em consultório, é muito comum observar pacientes que associam determinados sintomas apenas à alimentação, mas esquecem que a frequência da ingestão alcoólica também exerce um papel importante na saúde intestinal”, cita.
A especialista em cirurgia robótica e a laser ressalta que o problema não está apenas no episódio isolado de exagero do consumo de cerveja, mas principalmente na repetição desse hábito ao longo do tempo. “A constância pode levar a um desequilíbrio intestinal progressivo e impactar inclusive a imunidade e a qualidade de vida”, argumenta a médica.

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