Claudia Meireles

Alimentos para comer à noite que ajudam a queimar gordura após os 50

Após os 50, escolhas noturnas certas e sono de qualidade ajudam a equilibrar hormônios, preservar músculos e favorecer a queima de gordura

atualizado

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1 de 1 Close-up of bare feet stepping onto a digital scale, symbolizing health, fitness, and mindfulness in a modern home setting - Foto: Getty Images

Com o avanço da idade, especialmente após os 50 anos, o metabolismo tende a desacelerar, a massa muscular diminui e o sono passa a ter papel ainda mais decisivo no controle de peso e gordura. Nesse contexto, especialistas apontam que escolhas alimentares estratégicas no período noturno, ou mesmo a decisão de comer menos, podem influenciar diretamente a queima de gordura, a qualidade do sono e o equilíbrio hormonal.

Segundo Jô Furlan, médico, neurocientista e nutrólogo com especialização pela ABRAN, não existe alimento milagroso, mas sim um conjunto de fatores que envolve padrão alimentar, sono adequado e respeito ao ritmo biológico do corpo.

Principais impactos de refeições ou lanches noturnos bem escolhidos

  • Equilíbrio da glicemia: alimentos certos evitam picos de insulina, que favorecem o acúmulo de gordura.
  • Maior saciedade: proteínas de digestão lenta reduzem a vontade de beliscar à noite.
  • Apoio ao metabolismo: chás e compostos bioativos podem estimular a termogênese de forma discreta.
  • Preservação muscular: ingestão adequada de proteínas ajuda a combater a sarcopenia (perda progressiva de massa, força e função muscular).
  • Saúde intestinal: alimentos fermentados contribuem para reduzir inflamação e melhorar a sensibilidade à insulina.
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Ovo cozido
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O papel central do sono na queima de gordura

De acordo com o especialista, já se sabe que dormir bem vai muito além do descanso. Dormir de sete a oito horas por noite é fundamental para “resetar” neurotransmissores, regular hormônios, como cortisol, grelina, GH e melatonina, e favorecer a oxidação de gordura.

“Um sono ruim eleva cortisol e grelina, o que aumenta a formação de gordura de 10% a 15%. Ao invés de queimar, o corpo passa a estocar”, explica o médico.

Além disso, alguns hábitos, como uso excessivo de telas à noite, reduzem a melatonina e prejudicam diretamente o emagrecimento.

Alimentos e bebidas que podem ser aliados à noite

  • Chás de canela e cardamomo: ajudam a melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir o cortisol.
  • Ovos cozidos: proteínas de digestão lenta que aumentam saciedade e preservam massa muscular.
  • Vinagre de maçã diluído: pode reduzir picos glicêmicos em pessoas com resistência à insulina.
  • Sauerkraut (repolho fermentado): modula a microbiota intestinal, reduz inflamação e melhora o metabolismo.
  • Pimenta-caiena: tem efeito termogênico leve, mais relevante durante o dia do que à noite.
  • Melão: opção leve, com impacto discreto na glicemia, quando consumido com moderação.
Alimentação saudável

O que evitar antes de dormir

Jô Furlan é categórico ao alertar sobre alguns hábitos comuns:

  • Cafeína após as 16h (café, chás estimulantes, chocolate).
  • Álcool, que aumenta cortisol e reduz o hormônio do crescimento (GH).
  • Doces e carboidratos refinados, que geram picos de insulina.
  • Refeições pesadas e volumosas, que prejudicam digestão e sono.
“Comer muito à noite, principalmente carboidrato e açúcar, não queima gordura — gera gordura”, resume.
A noite é para dormir, não comer

Atenção a condições específicas

Refluxo: evitar pimenta, vinagre e fermentados ácidos à noite.
Diabetes: cuidado com vinagre de maçã associado a hipoglicemiantes noturnos.
Problemas cardíacos ou hipertensão: cautela com pimenta-caiena devido ao risco de taquicardia.

Quantidade e horário ideais

O especialista defende que a noite foi feita para dormir, não para comer. Quando necessário:

  • Consumo 1 a 2 horas antes de deitar;
  • Refeições leves, com até 150–250 calorias;
  • Preferência por padrão low carb, rico em proteínas;
  • Evitar alimentos sólidos após 20h, sempre que possível.
O sono é muito importante para a perda de gordura

Mais longevidade, menos mágica

Em resumo, a escolha de alimentos à noite pode ajudar a aumentar o gasto energético em 5% a 10%, preservar músculos e melhorar o sono — efeitos modestos, porém relevantes após os 50 anos.

“Não é sobre milagre. É sobre constância, sono de qualidade, alimentação adequada e atividade física. Vamos viver mais. Se vamos viver melhor, isso depende das escolhas diárias”, conclui o especialista Jô Furlan.
Longevidade pode ser aumentada com a adesão a hábitos saudáveis

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