Andreza Matais

Relatório detalha o financiamento estrangeiro de ONGs trans no Brasil

Pesquisa da organização feminista MATRIA critica a captação de recursos de ONGs do ativismo trans no exterior

atualizado

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Fábio Vieira/Metrópoles
27ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo na Avenida Paulista -- cartaz crianças trans
1 de 1 27ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo na Avenida Paulista -- cartaz crianças trans - Foto: Fábio Vieira/Metrópoles

A ONG feminista MATRIA publicou nesta sexta-feira (30/1) um relatório sobre a captação de recursos no exterior por parte de organizações brasileiras de ativismo das pessoas transexuais.

Intitulado “Quem financia o ativismo trans no Brasil?”, o dossiê se baseia em informações publicadas pelas próprias ONGs de direitos trans e pelos financiadores estrangeiros, como a Ford Foundation, a OAK Foundation e a Open Society.

Leia aqui o relatório da MATRIA.

O relatório destaca a atuação da ONG Conectas (Associação Direitos Humanos em Rede). A entidade, que distribui recursos para projetos de outras ONGs, captou R$ 34 milhões da Open Society Foundations (OSF), entidade do bilionário húngaro George Soros — os dados são da própria OSF.

A Conectas tem em seu conselho deliberativo a ativista trans Bruna Benevides, atual presidenta da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), a principal organização trans do país.

No começo desta semana, a ANTRA publicou um relatório sobre os assassinatos de pessoas trans no Brasil. Segundo a ONG, foram 80 mortes no país ao longo de 2025 — os assassinatos se concentram na região Nordeste, com 38 casos. Em seguida vem o Sudeste, com 17.

“Este relatório mostra como o financiamento estrangeiro interfere em prioridades sociais básicas no Brasil. Em vez de responder às necessidades reais da população, muitas ações passam a seguir a agenda de fundações internacionais”, critica Celina Lazzari, diretora da MATRIA.

“O resultado é prejuízo direto para os direitos das mulheres e das crianças brasileiras. Esse tipo de ativismo deixa de defender causas legítimas e passa a executar projetos definidos fora do país”, diz ela.

O texto também destaca a atuação do Fundo Brasil, que recebe recursos de fundações estrangeiras, como a Ford Foundation — o levantamento da MATRIA menciona repasses de 3,1 milhões de dólares entre 2017 e 2023.

O levantamento encontrou repasses do Fundo Brasil para 64 organizações da pauta transsexual, no total de R$ 4,3 milhões entre 2009 e 2024.

De acordo com o relatório, a ANTRA recebeu R$ 400 mil do Fundo Brasil de Direitos Humanos em 2024. Os pagamentos são descritos como “fortalecimento institucional” e “advocacy de direitos humanos”.

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