Moraes manteve Bolsonaro em domiciliar para evitar tensão política
Avaliação de pessoas próximas ao ministro foi a de que o custo político de uma nova prisão superava os motivos para revogar a domiciliar

O ministro Alexandre de Moraes não determinou o retorno do ex-presidente Jair Bolsonaro ao regime fechado para evitar dar palanque à direita e provocar uma onda de protestos no país a três meses das eleições.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 24 de março. A medida foi concedida por razões humanitárias, após um período de internação hospitalar por problemas de saúde. Inicialmente, tinha duração prevista de 90 dias, com uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições.
No último dia 3 de julho, Moraes decidiu manter Bolsonaro em prisão domiciliar.
Nesse intervalo, veio à tona que Bolsonaro mantém uma arma em casa, Michelle Bolsonaro divulgou um vídeo produzido com críticas à candidatura do enteado Flávio Bolsonaro, e o próprio ex-presidente escreveu uma carta para referendar a candidatura do filho.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesPessoas próximas ao ministro afirmam que, ao demonstrar condições de interferir no processo eleitoral, Bolsonaro deu motivos suficientes para retornar ao regime fechado. O cálculo de Moraes, porém, foi político.
Além da família Bolsonaro, quem também gostou da decisão foi o banqueiro Daniel Vorcaro. O preso mais famoso da Papudinha ocupa atualmente a cela destinada ao ex-presidente. Caso Bolsonaro retornasse ao regime fechado, Vorcaro teria de ser transferido para outro local. O banqueiro está sozinho na cela.





