MP quer levar a júri popular caso de policial bêbado que atropelou família
Promotoria vê indícios de três tentativas de homicídio e pede envio urgente do processo à vara responsável pelo júri popular

O policial civil Douglas Willian Pedroso, que dirigia bêbado quando atropelou uma mãe e seus dois filhos, na capital paulista, poderá responder pelo crime perante a Justiça responsável pelos julgamentos de tentativas de homicídio. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu, com urgência, que o caso seja encaminhado à Vara do Tribunal do Júri.
A manifestação, apresentada na quarta-feira (14/10), foi obtida pela coluna. Nela, a promotora Roberta Maria de Barros Fernandes concorda com a conclusão da Corregedoria da Polícia Civil de que há indícios de três tentativas de homicídio com dolo eventual, ou seja, quando alguém assume o risco de matar.
Veja vídeo do atropelamento
Segundo a Promotoria, as provas indicam que Douglas dirigia embriagado, em alta velocidade, quando avançou o sinal vermelho e atingiu a família na faixa de pedestres.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“A conjugação dessas circunstâncias, ao menos em tese, ultrapassa a mera embriaguez ao volante”, afirma o MPSP, ao sustentar que o policial teria assumido o risco de provocar mortes.
Criança gravemente ferida
O atropelamento ocorreu em 30 de setembro, na Avenida Cruzeiro do Sul, zona norte paulistana. O menino, que completou 10 anos na quarta-feira (14/10), sofreu traumatismo craniano, fratura na perna e suspeita de hemorragia interna. A gravidade exigiu uma cirurgia com três especialistas, estimada em sete horas.
Douglas não prestou socorro imediato. Ele negou ter bebido e alegou que acreditava ter atingido um objeto. Um exame médico-legal, porém, constatou a embriaguez.
Preso preventivamente, o policial foi inicialmente investigado por crimes de trânsito, mas acabou indiciado por três tentativas de homicídio.
O pedido do MPSP ainda depende de apreciação judicial e não significa que o policial já será submetido a júri popular.

