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Alfredo Henrique

Menino atropelado por policial bêbado foi operado por 3 cirurgiões em 7h

Criança de 9 anos sofreu traumatismo cranioencefálico, fratura na perna e suspeita de hemorragia interna após ser atingida por viatura.

09/10/2026 04:30
Reprodução/Câmera de Monitoramento
Pessoas em rua - Metrópoles

O impacto foi tão violento que o menino de 9 anos sofreu traumatismo cranioencefálico, fratura na perna e suspeita de hemorragia interna. A gravidade dos ferimentos exigiu uma cirurgia estimada em sete horas, com a participação de três especialistas, como um neurocirurgião, um ortopedista e um cirurgião geral.

A criança foi atropelada pelo policial civil Douglas Willian Pedroso, que dirigia bêbado uma viatura descaracterizada, em 30 de setembro, na Avenida Cruzeiro do Sul, zona norte de São Paulo (assista abaixo). Ele está lotado no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

A gravidade do quadro foi relatada à Corregedoria pela médica Marcella Suassuna, do Hospital das Clínicas. Segundo documento obtido pela coluna, o menino foi submetido a uma operação de alta complexidade. Ele segue internado em estado grave.

Sete segundos foi o tempo necessário para uma travessia em família se transformar em tragédia. Imagens reveladas pela coluna mostram mãe e dois filhos — o menino de 9 anos e a irmã —  aguardando o sinal fechar para veículos, antes de atravessarem na faixa de pedestres.

Douglas avançou o semáforo vermelho em alta velocidade e atingiu a família. O impacto rachou ao meio o para-choque da viatura.

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O policial seguiu sem prestar socorro. Só retornou após ser abordado pelo motoboy Erick Fontes Aragão, que testemunhou o atropelamento.

Três tentativas de homicídio

A Corregedoria Geral da Polícia Civil indiciou Douglas Willian Pedroso por três tentativas de homicídio com dolo eventual, quando o autor assume o risco de matar.

A mudança ocorreu após a análise de imagens, laudos periciais e depoimentos, que apontaram que o policial dirigia bêbado, em velocidade incompatível com a via, avançou o sinal vermelho e atropelou a família na faixa de pedestres.

Inicialmente, o carcereiro havia sido indiciado por crimes de trânsito, incluindo lesão corporal culposa, quando não há intenção de provocar o resultado. A Corregedoria afirmou que a investigação seguirá com rigor e respeito ao direito de defesa.

O policial negou ter bebido e alegou que o sinal estava verde para ele. Disse ainda que acreditava ter atingido um objeto. A defesa dele não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.