Carcereiro bêbado que atropelou família teve intenção de matar, diz polícia
Policial havia sido preso por crime culposo, quando não há intenção, mas investigação constatou que ele assumiu risco de matar 3 pessoas
08/10/2026 13:21

O policial civil Douglas Willian Pedroso (imagem em destaque) foi indiciado por tentativa de homicídio, com intenção de matar. Ele estava bêbado, como confirmou exame toxicológico, e atropelou uma família que atravessava na faixa de pedestres, com o semáforo fechado para veículos, em 30/9 na Avenida Cruzeiro do Sul, zona norte paulistana. Um menino de 9 anos segue internado em estado grave.
A decisão foi comunicada à Justiça, pela Corregedoria Geral da Polícia Civil, na segunda-feira (5/10), e obtida em primeira mão pela coluna nesta quinta (8/10).
Quando o carcereiro foi preso em flagrante, ele havia sido primeiramente indiciado por crime culposo, quando não há intenção. Douglas está lotado na Divisão de Investigação sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
“Sentiu um impacto”
Após a versão dele ser desmentida por laudos, que constataram a ingestão de bebidas alcoólicas — além de câmeras de monitoramento, que comprovaram a alta velocidade com a qual desrespeitou o sinal vermelho — a Corregedoria determinou a mudança do tipo de crime atribuído ao policial.
Em depoimento, acompanhado de sua defesa, o policial negou que tenha bebido. Acrescentou que o semáforo estava verde para ele e que, ao atravessá-lo, “sentiu um impacto”.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“[Ele] não parou por acreditar ter atingido algum objeto […] e que só soube do atropelamento quando um motociclista o abordou”, diz trecho de relatório policial.
Dirigindo viatura
A investigação comprovou que Douglas conduzia uma viatura do Deic, sem identificação. Em decorrência do forte impacto, após o atropelamento, o para-choque do veículo rachou no meio.
Policiais militares, que apoiavam uma ocorrência nas imediações, afirmaram à Polícia Civil que “ouviram um estrondo”. Ao seguirem a origem do som, encontraram mãe e filho caídos no asfalto.”O menino estava desacordado e agonizando, e a filha mais velha, em desespero, pedia ajuda na via pública”, diz trecho do relato.
Eles foram encaminhados ao Hospital das Clínicas, onde o garoto segue internado, em estado grave.




