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Alfredo Henrique

Ligações revelam rota de suspeito do PCC em ataque contra tenente Pimentel

Uma ligação às 10h19. Outra às 10h43. Mais uma às 11h01. Enquanto o tenente Ronickson Pimentel dos Santos seguia sua rotina em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, um celular associado ao homem apontado como responsável por atirar na nuca do oficial das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) registrava chamadas nas proximidades do local do crime.

16/10/2026 04:30
Reprodução/Instagram
PM fazendo continência - Metrópoles

Uma ligação às 10h19. Outra às 10h43. Mais uma às 11h01. Enquanto o tenente Ronickson Pimentel dos Santos seguia sua rotina em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, um celular associado ao homem apontado como responsável por atirar na nuca do oficial das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) registrava chamadas nas proximidades do local do crime.

O rastro telefônico de Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias, é revelado em primeira mão pela coluna, que teve acesso a um relatório inédito de inteligência da Polícia Civil. O documento reconstrói os deslocamentos do aparelho antes e depois do atentado, ocorrido em 27 de junho, por volta das 11h30.

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Ronickson Pimentel, tenente da Rota baleado na cabeça, e a esposa, Cintia Pimentel
Arte/Alfredo Henrique/Metrópoles
Suspeito de participar de ataque a tenente se entrega "por medo de morrer"
Ronickson Pimentel dos Santos, tenente da Rota baleado. Irmão de Eloá Pimentel
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Suspeito de participar de ataque a tenente se entrega "por medo de morrer"
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Suspeito de participar de ataque a tenente se entrega "por medo de morrer"

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Ronickson Pimentel dos Santos, tenente da Rota baleado. Irmão de Eloá Pimentel
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Ronickson Pimentel dos Santos, tenente da Rota baleado. Irmão de Eloá Pimentel

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Apontado como autor do disparo, Golias seguia foragido até a publicação desta reportagem. Ele e outros cinco homens foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Três chamadas antes do tiro

A primeira conexão ocorreu às 10h19, por uma antena na Rua Alagoas. Às 10h43, outra chamada utilizou equipamento na Rua Santa Catarina. A terceira, às 11h01, passou por uma antena da Rua Amazonas.

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Os três endereços ficam no centro de São Caetano do Sul, onde Pimentel foi atacado na Avenida Goiás, após sair de uma academia de CrossFit.

O levantamento foi feito pela Unidade de Inteligência Policial do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), com base nos registros de uma operadora de telefonia.

As antenas permitem identificar a área aproximada das chamadas, mas não a localização exata do celular nem quem o utilizava.

De São Caetano à zona leste

Depois do atentado, o aparelho voltou a aparecer nos registros. Às 11h51, utilizou uma antena em Mauá, no ABC paulista. Às 15h11, a conexão ocorreu em Artur Alvim, na zona leste da capital, indicando o deslocamento do telefone para fora da região do crime.

O relatório também identificou uma ligação, às 2h50 do dia seguinte, entre números associados a Golias e Carlos Roberto Ferreira, acusado de participar da logística do atentado. Carlos teve a prisão preventiva mantida pela Justiça em setembro.

Conversas apagadas

No celular de Marcos Vinicius Dias Machado, outro acusado que teve a prisão mantida, os investigadores encontraram indícios de conversas apagadas do WhatsApp e registros de uso do Telegram sem mensagens disponíveis.

A análise identificou contatos na madrugada posterior ao crime, incluindo uma ligação de aproximadamente sete minutos para um interlocutor chamado Kleber.

O teor das conversas não foi recuperado. A polícia também não conseguiu estabelecer relação com o atentado e os números usados para fazer chamadas, recebidas, pelo aparelho associado a Golias.

Além de Carlos e Marcos, Luis Altino da Silva e Luiz Henrique de Oliveira Nascimento tiveram as prisões preventivas mantidas em setembro. Jeovane Junior da Silva, o Juninho, apontado como responsável por auxiliar a fuga de Golias, também seguia foragido até a publicação desta reportagem.

A investigação atribui o atentado a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Pimentel sobreviveu ao tiro na nuca e continua na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), após enfrentar uma parada cardíaca e três cirurgias.