Justiça manda abrir "caixa-preta" de celular no caso do tenente Pimentel
Decisão cobra dados brutos de celular de réu; aparelho do tenente baleado na cabeça não constou entre itens entregues à Polícia Civil

A Justiça determinou a abertura da “caixa-preta” da perícia feita no celular de Carlos Roberto Ferreira, um dos réus pelo atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, em 27 de junho.
A medida ocorre após a defesa alegar que dados do aparelho teriam sido acessados antes da autorização judicial, além de questionar a cadeia de custódia da prova digital. A Justiça rejeitou o pedido para invalidar o material, por ora, mas determinou novas diligências.
Dados brutos
O Instituto de Criminalística terá 20 dias para disponibilizar os dados brutos — chamados de raw data — da extração feita no celular.
Também deverão ser entregues os logs de auditoria do sistema forense utilizado e o código hash original vinculado à extração. Esse código funciona como uma assinatura digital e permite verificar a integridade dos dados analisados.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSegundo a decisão, havia autorização judicial para a quebra do sigilo telemático. O próprio juízo ponderou, contudo, que a discussão sobre eventual acesso anterior indevido deverá ser analisada durante o processo.
Outro celular
O celular de Carlos não é o primeiro aparelho a provocar questionamentos no caso Pimentel.
Em julho, o Metrópoles revelou que o telefone do próprio tenente não constava entre os objetos apresentados à Polícia Civil após o atentado. Questionada sobre o paradeiro do aparelho, a PM informou que o comando da Rota não estava autorizado a responder à reportagem.
Fontes que acompanhavam a investigação disseram, à época, que o aparelho poderia ajudar a esclarecer a motivação do atentado. A PM não informou onde estava o telefone.
















