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Alfredo Henrique

Menino de 7 anos fala em "pular de penhasco" antes de morrer com corda

Mãe contou à polícia que Pietro mencionou brincadeira antes de ser achado com corda em pescoço; eventual influência de vídeo é investigada

08/09/2026 15:17
Arquivo Pessoal
Criança parda sorri e faz joia com a mãe esquerda - Metrópoles

Um comentário feito por Pietro, de 7 anos (imagem em destaque), pouco antes de ser encontrado com uma corda de brinquedo no pescoço é uma das pistas analisadas pela Polícia Civil para esclarecer a morte da criança, ocorrida nesse domingo (7/9), na zona leste da capital paulista.

Naquele dia, uma vizinha de 9 anos foi até a casa de Pietro, onde os dois brincaram entre as 15h e 16h, aproximadamente. Quando a menina foi embora, Pietro a acompanhou até o portão, abriu e fechou a entrada da residência e voltou para dentro de casa. A mãe do menino, Lorraynne dos Santos, de 26 anos, contou à polícia que, pouco depois, o filho pediu um lanche e mencionou uma brincadeira que envolveria “pular de um penhasco”.

Lorraynne afirmou que foi para o quarto usar o celular enquanto Pietro permaneceu sozinho no outro cômodo. Ao estranhar o silêncio, encontrou o filho suspenso por uma corda branca de brinquedo.

Desesperada, cortou a corda com uma faca, colocou o menino sobre a cama e chamou familiares para ajudar no socorro. Pietro foi levado ao Pronto Atendimento São Mateus, mas não resistiu.

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Hipótese de vídeo

Tios de Pietro levantaram a hipótese, também em depoimento, de que ele pudesse ter visto, na internet, um vídeo no qual uma pessoa saltava de um penhasco e tentado reproduzir a cena. Os próprios familiares, porém, deixaram claro à polícia que se trata apenas de uma suposição, sem evidência de que Pietro tenha efetivamente assistido a esse conteúdo.

A investigação ressalta que, até agora, não existe elemento concreto que relacione vídeo, jogo ou desafio virtual à tragédia. A perícia deverá esclarecer a dinâmica da morte.

Em análise preliminar, a polícia também não encontrou no corpo sinais aparentes de maus-tratos ou de outras agressões. O caso é investigado como morte suspeita pelo 49º DP (São Mateus)