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Brasil

Lula se reúne com AGU no Alvorada após Mendonça afastar diretor-geral da PF

O advogado-geral da União, Jorge Messias, deve recorrer da decisão que determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues

08/09/2026 13:06, atualizado 08/09/2026 14:02
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Imagem colorida, Lula e Jorge Messias- Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, na manhã desta terça-feira (8/9), no Palácio da Alvorada. O encontro ocorreu após a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.

Como mostrou o Metrópoles, na coluna Igor Gadelha, a AGU vai recorrer da decisão. A entidade vai argumentar que Mendonça teria cometido “violação de competência privativa da Presidência da República” ao afastar o diretor-geral da PF monocraticamente.

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Messias deixou a residência oficial do petista por volta das 12h45.

O magistrado determinou o afastamento preventivo de Andrei do comando da PF por um prazo de 90 dias. Na decisão, Mendonça afirmou ter sido alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” da corporação durante mais de 30 dias.

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A Segunda Turma do STF formou maioria para referendar o afastamento do chefe da PF. Os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux acompanharam integralmente o relator. O julgamento, no entanto, foi suspenso por um pedido de vista do decano Gilmar Mendes. Ainda falta o voto do ministro Dias Toffoli.

Com o afastamento de Andrei, o delegado William Marcel Murad, diretor-executivo da PF, assume temporariamente o comando da corporação.

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Messias: "Entre erros e acertos, o STF vem se mantendo firme como guardião da supremacia constitucional e do nosso Estado de Direito"
Andrei pode ser afastado inicialmente por 90 dias após decisão de Mendonça
Ministro André Mendonça do STF
Lula tenta conter a crise entre a PF e o STF
O diretor-executivo da Polícia Federal, William Marcel Murad, participa da abertura do curso de formação após o afastamento preventivo do diretor-geral Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça.
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Andrei pode ser afastado inicialmente por 90 dias após decisão de Mendonça
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Ministro André Mendonça do STF
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O diretor-executivo da Polícia Federal, William Marcel Murad, participa da abertura do curso de formação após o afastamento preventivo do diretor-geral Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça.

Brasília (DF), 08/09/2026 O diretor-executivo da Polícia Federal, William Marcel Murad, participa da abertura do curso de formação após o afastamento preventivo do diretor-geral Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça. FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Críticas

Governistas apontam viés eleitoral na decisão de Mendonça, em mais uma escalada na crise que atingiu a Suprema Corte em meio ao avanço das investigações sobre o Banco Master.

O ministro José Guimarães (PT), responsável pela articulação política do governo, considerou a medida como “descabida” e pediu providências do STF.

“Ninguém está acima da lei. Com base nessa referência, a decisão do ministro André Mendonça, no que tange ao pedido de afastamento do delegado da Polícia Federal, é descabida e uma intromissão onde não lhe cabe. Apurar eventuais indícios de delitos está correto. Mas essa medida me cheira como eleitoral. Isso não pode! O STF precisa tomar providências”, disse.