Mario Frias aponta o dedo na cara de Salles em ato pró Flavio na Paulista
Ex-ministro de Bolsonaro afirmou à coluna que o "tema Senado" que gerou "ruído" entre os dois estaria superado e que ambos "são amigos"

O deputado Ricardo Salles (Novo) foi abordado pelo também deputado federal Mario Frias (PL), que chegou a apontar o dedo em direção ao rosto do ex-ministro do Meio Ambiente, da gestão Bolsonaro, durante ato do candidato à presidência Flavio Bolsonaro (PL), neste domingo (18/10) na Avenida Paulista.
Fotos exclusivas, obtidas pela coluna, mostram momentos do desentendimento entre os parlamentares, que já chegaram a trocar ofensas na internet em maio, por conta da disputa de candidatos da direita ao Senado (veja galeria abaixo).
Ambos foram procurados. Por mensagem, Salles afirmou que “não houve nada disso [discussão]. Muito pelo contrário. Dissemos um ao outro que somos amigos e que o tema Senado, que deu certo ruído, está superado”. Frias não havia se manifestado até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.
“Não foi por mal”
Um manifestante que estava próximo de Salles relatou à coluna, em condição de anonimato, que o parlamentar teria evitado chegar perto de Frias, o qual, de sua parte, se aproximou.
Como mostram as imagens, Salles mantém o semblante fechado, enquanto Frias fala e gesticula. O ex-ator de Malhação chegou a apontar o dedo em direção ao ex-ministro. Mario Frias, ainda segundo a testemunha ouvida pela coluna, aparentava tentar se justificar falando “não foi por mal”.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSalles, ainda de acordo com as imagens, também apontou um dos dedos em direção a Frias, durante um momento da suposta discussão. O encontro foi encerrado com o Frias abraçando o ex-ministro.
Desentendimento nas redes
A escolha de André do Prado pelo PL para concorrer ao Senado, em maio ainda como pré-candidato, provocou um racha na direita bolsonarista em São Paulo na ocasião.
Ricardo Salles usou as redes sociais para criticar o apoio de Eduardo Bolsonaro à indicação de Prado — que foi eleito ao Senado no último dia 4, juntamente com o capitão da reserva Guilherme Derrite (PP).
Eduardo Bolsonaro rebateu à críticas do ex-ministro do pai — o qual segue em prisão domiciliar, cumprindo pena de 27 anos por, entre outros crimes, tentativa de golpe de estado.
Ambos ganharam aliados nas redes e Mario Frias optou em ficar do lado do filho 03 do ex-presidente.
A briga foi motivada pela corrida do voto à direita em São Paulo, que poderia ser enfraquecida caso Salles decidisse participar do pleito — prejudicando as campanhas de Derrite e Prado e, com isso, viabilizar a vitória de candidatos apoiados pelo presidente Lula (PT).
Em 3 de outubro, Ricardo Salles renunciou oficialmente de sua candidatura ao Senado.


















