A pipa do vovô sobe sim: 9 dicas para mais vividos incrementarem sexo

Transar após os 65 anos é saudável e recomendado. Confira os conselhos para melhorar a vida sexual depois dessa idade

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atualizado 06/08/2019 21:09

É fato: após os 65 anos, a vagina da mulher fica mais ressecada e o homem, em geral, relata dificuldade em manter a ereção. Esses, entretanto, não devem ser empecilhos para que o sexo não faça parte da rotina de qualquer pessoa – independentemente da idade. “Tenho pacientes de 86 anos que mantêm relações sexuais contínuas”, revela a médica Priscilla Mussi, coordenadora de Geriatria do Hospital Santa Lúcia.

“Para algumas pessoas, chegar à terceira idade pode ser uma condenação e, para outras, a oportunidade de viver o que não foi vivido. Isso inclui a sexualidade. Tendo hábitos saudáveis e com tudo em dia, é possível ter desejo sexual até a velhice”, acrescenta a terapeuta sexual Thalita Cesário.

Exceto para quem tem alguma restrição específica, transar é algo válido e necessário para viver bem. Inclusive, não há nada que impeça ousadias, como posições “diferentonas”.

O Metrópoles reuniu conselhos de especialistas que podem elucidar questões frequentes, como o ressecamento vaginal e os temidos (mas comuns) problemas de ereção.

1 – Vagina hidratada = tesão nas alturas

Para o ressecamento vaginal, algo normal depois dos 65 anos, a geriatra Priscilla Mussi aconselha o uso de géis de estrogênio, que ajudam a regular os hormônios responsáveis pela lubrificação da vulva. Outra dica fundamental é não cuidar apenas do órgão sexual mas também do lado psicológico.

“Diferentemente do homem, não temos nada que ‘toque’ nosso ovário e o estimule, como acontece com quem toma Viagra. Recomendo que procurem um médico especializado para indicar remédios de cunho psiquiátrico. Eles aumentam a libido e o tesão”, emenda a especialista.

2 – Força, foco e fé: nalhe a vulva!

A regra vale em qualquer idade: não gaste seu tempo (apenas) com séries de agachamento para deixar os glúteos durinhos. É fundamental focar também a “musculação” vaginal.

Invista no pompoarismo e em exercícios de Kegel (que ajudam não só na hora do sexo mas também evitam incontinência urinária).

“Ninguém lembra de malhar o órgão sexual. Geralmente, só procura esse método quem teve filho ou apresentou algum problema de saúde. Os exercícios reforçam a musculatura e fazem a mulher gozar mais rápido”, explica Priscilla.

Embora essas práticas não sejam comuns no Brasil, se comparadas a países como os Estados Unidos, a maioria dos planos de saúde aprovam o atendimento se houver pedido médico. Os benefícios podem ser sentidos a partir de 20 dias de estímulos. Há quem, por fim, recorra aos tratamentos estéticos vaginais. O preenchimento de ácido hialurônico é uma das alternativas mais populares.

3 – De 69 a anal… Varie as posições, sem medo

Não pense que só de papai e mamãe (ou vovô e vovó) é feita a rotina de um casal maduro na cama. Não há nenhuma restrição médica para investir em posições mais ousadas. “Dia desses, um paciente de 80 anos me disse que transou no banheiro do shopping com o marido”, recorda Priscilla Mussi.

“Não há limitação. A pessoa, na verdade, é quem saberá até onde vai o próprio limite”, assegura Thalita Cesário.

4 – Previna-se contra infecções sexualmente transmissíveis

Priscilla Mussi alerta sobre o aumento de infecções sexualmente transmissíveis entre pessoas mais velhas.

No ano passado, foi revelado um aumento de 103% nos casos de HIV em idosos, segundo dados do Ministério da Saúde. “Muitos estão no segundo ou terceiro casamento, conhecem alguém mais novo e acabam não se prevenindo para agradar o parceiro”, comenta a médica.

5 – Recorrer a afamada pílula azul? Só com indicação

Comprimidos “mágicos” como o Viagra precisam ser prescritos individualmente, mesmo que não demandem receita em farmácias. Eles promovem a vasodilatação não apenas do pênis mas de todos os órgãos.

“Quando acontece a vasodilatação, caso haja alguma artéria entupida, o sangue continuará sendo bombeado e isso pode causar um infarto”, alerta. Embora não vicie, muita gente acaba se acostumando a transar apenas depois de ingerir a pílula.

6 – Cuide da saúde como um todo

Hábitos como fumar comprometem a chance do homem ter uma ereção. O ideal é ter uma rotina saudável, fazer exercícios físicos e manter distância do cigarro. “Não digo que reverte, mas diminui os efeitos da idade. Cigarro, estresse e pornografia em excesso contribuem significativamente para a disfunção erétil”, pondera Thalita.

7 – Incremente o menu com ingredientes afrodisíacos

Não é lenda. Alimentos como pimenta, gengibre e ostras de fato aumentam o “calor interno” e ajudam na hora do ato sexual. Como são termogênicos, esses ingredientes podem dar uma incrementada no desejo. Coloque no menu do dia!

8 – Carinho, parceria e diálogo nunca é demais

Não adianta tomar todas as medidas acima se o relacionamento não está bom. “O que mais aumenta a libido é receber uma massagem, conversar com carinho, viver em uma casa com menos brigas”, diz Priscila. “Às vezes, não é preciso Viagra. Basta uma taça de vinho e um bom papo”, encerra.

“Como terapeuta e educadora sexual, defendo que o melhor estimulante é a mente erótica e o bom relacionamento. Desejo sexual não pode se limitar a um simples estimulante ou pílula”, emenda Thalita.

9 – Parta rumo ao desconhecido, mesmo com o companheiro de toda a vida

Caso a relação tenha esfriado, retomem o namoro para já. “O mal do relacionamento longo é a rotina e a falta de novidade. No início, nos apaixonamos pelo desconhecido. E, quando temos intimidade demais, o novo deixa de ser novo. Namorar como no início, transar com empolgação, ir a lugares novos. Músicas, ambientes e lingeries diferentes também ajudam…”, aconselha Thalita.

SOBRE O AUTOR
Rebeca Oliveira

É formada em comunicação social e pós-graduada em jornalismo digital e produção multimídia pelo Centro Universitário Iesb. Possui cursos nas áreas de jornalismo de moda pela Escola de Negócios da Moda (EnModa) e de fotografia pela Universidade de Brasília (UnB). Atuou como repórter de cultura e gastronomia no Correio Braziliense e de comportamento nas revistas Encontro Brasília e Encontro Gastrô. Como freelancer, colaborou com portais como o HuffPost Brasil. Durante dois anos, foi editora-chefe do site e redes sociais do GPS|Lifetime.

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