Evo Morales, refugiado na Argentina, não quer saber de cadeia

Quando os militares da Bolívia, agora em novembro, sugeriram a ele que aceitasse renunciar à presidência, Evo achou a ideia ótima

Manuel Medir/Getty ImagesManuel Medir/Getty Images

atualizado 19/12/2019 18:59

Esse Evo Morales, quando se pensa um pouco, parece ser um sujeito bem mais esperto do que dizem por aí. Ao contrário do ex-presidente Lula, que tinha certeza de ser intocável e de que passaria feito um trator em cima do “juizinho do interior” que teve o desplante de querer aplicar a lei em relação a ele, Evo pensa bem melhor no que faz.

Quando os militares da Bolívia, agora em novembro, sugeriram a ele que aceitasse renunciar à presidência, Evo achou a ideia ótima – e topou na hora. Mais que isso: pelo sim, pelo não, tratou de enfiar-se num avião para o México e sumir do pedaço enquanto podia.

Fez bem. O novo governo da Bolívia, na figura da Procuradoria de La Paz, acaba de pedir a prisão de um certo Juan Evo Morales Ayma, por sedição e terrorismo – isso por que ainda não falaram em corrupção e outras coisas.

Trata-se, justamente, do notável líder bolivariano, índio, amigo de Lula e defensor dos traficantes de cocaína da Bolívia, sua ex-Excelência Evo Morales. Mas o grande chefe está com o couro a salvo, agora escondido na Argentina e convivendo com seus parceiros do novo governo peronista. Sabe das coisas, esse Evo.

Cadeia não é com ele.

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Metrópoles

SOBRE O AUTOR
J.R Guzzo

É jornalista e colunista do Metrópoles. Na década de 1960, foi subsecretário da edição paulista do jornal Última Hora. Entrou na Editora Abril em 1968 e dirigiu o mais importante título do grupo, a Veja, entre os anos 1976 e 1991, tendo ainda atuado no Conselho Editorial da Abril. Escreveu uma coluna na revista até 2019.

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