Brasília insiste em não aprender com o Brasil que dá certo

Quando se olha para as “instituições”, as figuras que cuidam delas e o que fazem, fica-se com a impressão de que "isso não pode dar certo"

Agência BrasilAgência Brasil

atualizado 28/01/2020 8:50

Circula na internet um comercial da Agrícola Famosa, com o apoio da Bayer, que demonstra na prática porque o Brasil sobrevive às ações de destruição feitas todos os dias pelos homens que mandam na vida pública brasileira.

A Agrícola Famosa começou a trabalhar em 1995, em Mossoró, no Rio Grande do Norte, cultivando três hectares de terra. Hoje, apenas 25 anos depois, tornou-se possivelmente o maior produtor de melões do mundo – tira da terra, muito simplesmente, 1 milhão de melões por dia.

A área de cultivo passa dos 10.000 hectares, dá emprego a cerca de 9.000 pessoas e exporta suas frutas para o mundo inteiro. A Famosa não precisou de um tostão do “Fundo Eleitoral”, e das outras 1.000 trapaças criadas em Brasília nestes últimos 25 anos, para produzir um melão sequer. Conseguiu sair do nada para a sua atual posição de gigante mundial da produção de frutas com trabalho, mecanização e tecnologia de ponta, com fertilizantes e defensivos agrícolas de primeira linha, só isso.

O cidadão olha para uma empresa que colhe um 1 milhão de melões por dia e só pode chegar a uma conclusão: esse Brasil que foi construído em Mossoró é um país que não vai ser derrotado na guerra movida contra ele pela máquina pública e pela maioria dos políticos que estão no noticiário.

A Agrícola Famosa, felizmente para todos, é um exemplo que se multiplica Brasil afora, sobretudo no agronegócio – uma comprovação física dos números que deram ao país o primeiro lugar na produção mundial de produtos agrícolas. Quando você olha para as “instituições”, as figuras que cuidam delas e o que estão fazendo durante e fora do expediente, fica com a impressão tão conhecida por todos nós: “Isso aqui não pode dar certo”. Os melões de Mossoró provam o contrário.

* Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Metrópoles

SOBRE O AUTOR
J.R Guzzo

É jornalista e colunista do Metrópoles. Na década de 1960, foi subsecretário da edição paulista do jornal Última Hora. Entrou na Editora Abril em 1968 e dirigiu o mais importante título do grupo, a Veja, entre os anos 1976 e 1991, tendo ainda atuado no Conselho Editorial da Abril. Escreveu uma coluna na revista até 2019.

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