Moro alfineta Anderson Torres: “Ficou mais tempo no Congresso”

Sem mencionar o nome, o ex-ministro da Justiça mencionou o secretário de Segurança Pública do DF como cotado para comandar a Polícia Federal

atualizado 24/04/2020 16:44

JP Rodrigues/Metrópoles

Durante a coletiva à imprensa com o pedido de demissão, nesta sexta-feira (24/04), o agora ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro sinalizou, em tom crítico, a possibilidade de o atual secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, assumir a direção-geral da Polícia Federal. Torres é delegado federal e mantém fortes vínculos com a família do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). 

Sem citar nomes, o ex-juiz afirmou que há quadros dentro da instituição já ventilados para substituir Maurício Valeixo, entre eles, “um delegado que passou mais tempo no Congresso Nacional” do que efetivamente trabalhando na PF.

Antes de aceitar a Secretaria de Segurança Pública no DF, Anderson Torres foi durante oito anos chefe de gabinete do ex-deputado federal Fernando Francischini, hoje deputado estadual pelo PSL do Paraná.

“Especulação”

À coluna, na tarde de quinta-feira (23/04), o governador Ibaneis Rocha (MDB) negou que Bolsonaro tenha sondado chamar o secretário para algum cargo na área federal. “Nunca tratamos sobre isso. Não sei de onde saiu essa história, mas falo para você que nem com o presidente, pessoalmente, eu estive ontem [quarta-feira]. Isso não passa de especulação”, frisou.

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